18 de junho de 2017
Olhar Brasilia
Capa Samanta Sallum

Mexeu com Brasília, mexeu comigo!

Não, o símbolo de Brasília não é um rato! Não, aqui não tem apenas “político, lobista e puta”! Sim, há muita coisa boa para turistas conhecerem na capital. Chega de desrespeito com a nossa cidade. Nós, do Olhar Brasília, lançamos a campanha Mexeu com ela, mexeu comigo.

De tempos em tempos, disparam contra a cidade frases que a resumem de uma forma pejorativa. O colunista Ancelmo Gois, de O Globo, publicou nota questionando, na semana passada, o que um turista poderia fazer aqui. Ele mesmo provoca chamando “cartas à redação” para responder a nota de que a nossa capital parece não ter nada de interessante a oferecer a um turista. Então, eu respondo com um convite, para que venha conhecer a Brasília além da Esplanada dos Ministérios. Eu respondo: mexeu com ela, mexeu comigo.

A falecida apresentadora Hebe Camargo, em seu programa de TV, provocou polêmica muitos anos atrás ao afirmar que o símbolo de Brasília deveria ser um rato representando a sujeirada da política. Na época, a Câmara Legislativa promovia um concurso para escolha do símbolo da cidade, e o lobo-guará era um deles, por representar a fauna do Cerrado. Fernando Gabeira também disparou anos atrás a frase: “Brasília, se você vai sair à noite, terá de ir a lugares onde só têm lobista, puta e deputado”.

Somos a terceira metrópole do país, temos quase 3 milhões de habitantes. Como podem arrastar toda essa gente, que é honesta, trabalhadora, pagadora dos seus impostos, para o mesmo saco de sacanagem

da política nacional?

Há várias outras frases do tipo vindas de personalidades e celebridades da TV. É muito injusto. O site Olhar Brasília nasceu de um manifesto contra a forma como a cidade é negativamente retratada, sendo sempre associada à política e à corrupção. Esse manifesto não é apenas meu e de Márcia Zarur. Somos vozes a ecoar um sentimento de dor e indignação que bate em todas as pessoas que moram no Distrito Federal e são ofendidas pela forma como o nosso quadrado é achincalhado. Agora nós, do Olhar Brasília, lançamos essa campanha #mexeucombrasiliamexeucomigo. Nós não queremos que nossos filhos tenham vergonha da nossa capital, que sejam alvo de chacotas quando estiverem em outras cidades ao dizer que nasceram ou moram aqui.

A cidade é alvo de preconceitos que ferem a nossa autoestima.  A elite formadora de opinião de outras metrópoles precisa respeitar mais a população daqui. Precisa saber da nossa existência. Não somos todos políticos. Somos servidores públicos, profissionais liberais, mães, jovens, aposentados, policiais, bombeiros, médicos, artesãos, músicos, feirantes, faxineiros, enfim, somos gente como vocês do resto do país.

E mesmo que Brasília fosse só a Esplanada dos Ministérios, já seria bonito de ver a região central da criação de Lucio Costa e Oscar Niemeyer. Recebemos excursões de arquitetos de outros países ávidos por conhecer esta obra, este Patrimônio Cultural da Humanidade. Somos um museu a céu aberto.

A cara da geração Brasília não é a da política, mas, sim, da renovação, cara de uma cidade que se reinventa a cada minuto. Que é bonita, é bonita e é bonita!

Ancelmo Gois, nós convidamos você e os turistas a conhecerem a Brasília do Parque Nacional, do Lago Paranoá, da Igrejinha, do Clube do Choro, da Orquestra Sinfônica do maestro Cohen, do teatro de Os Melhores de Mundo, das bandas de rock legado da Legião Urbana, das corridas de rua, da feira da Torre, da feira do Guará, do Eixão do Lazer, dos piqueniques, do pôr do sol, que é um dos mais deslumbrantes do planeta, das trilhas, do morango de Brazlândia, do costelão de Planaltina, da Água Mineral, da Vila Planalto, essa lista não tem fim. Convido a todos os brasilienses a participarem dessa lista, a mandarem contribuições, pois ficaram mais coisas fora do que dentro. Da região central do Plano Piloto às cidades ao redor, como Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho e tantas outras, há, sim, o que fazer.

Quanto mais longe do poder, mais opções com muita vida você encontrará. Será recebido por um povo que veio de todos os cantos deste Brasil e também pela nossa gente da geração Brasília, nascida aqui, que já é muito forte e tem a sua cara. Cara que não é a da política, mas, sim, da renovação, gente que tem cara de uma cidade que se reinventa a cada minuto. Que é bonita, é bonita e é bonita!

Ps – Conheço Ancelmo Gois, tenho muito respeito por sua competência e também por sua cordialidade com as pessoas. Mas não tem como ficar sem resposta. Acredito que a nota foi mais uma provocação do que uma sentença.  A Secretaria de Turismo do GDF respondeu à coluna dele informando que Brasília tem muitos parques. 

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18 Comentários

  • Reply
    Marcus Vinicius
    18 de junho de 2017 at 21:06

    Parabéns, Samanta e Márcia!
    Brasília precisava mesmo de um veículo, como o Olhar Brasília, para retratar o valor desta cidade e de sua população, que não são responsáveis pela imundice que os políticos enviados para cá fazem! Brasília é muito além do poder! ?????

  • Reply
    Katia
    19 de junho de 2017 at 09:05

    Parabéns pela iniciativa!!
    Faço minhas as palavras do Poeta:
    “Quando o que eu mais queria
    Era provar pra todo mundo,
    que eu não precisava provar nada pra
    ninguém ”
    #mexeucomelamexeucomigo

  • Reply
    PAULO AUGUSTO PIMENTA FELICIO DOS SANTOS
    19 de junho de 2017 at 11:42

    LIBERTAS BRASÍLIA

    Guto Felício dos Santos

    Brasília de tantos Brasis, de culturas diferenciadas, de cidadãos de todas as raças e credos, de espiritualidade aflorada n’alma, de arquitetura moderna, de riqueza gastronômica diversificada, de vários sotaques, enfim.
    Brasília – da convivência com os amigos, do concerto Cabeças, do clube do Choro, do futebol nas Quadras, dos Camelinhos e Skates, das tardes secas e ensolaradas – não deixe que a vaidade e o egoísmo se tornem presentes em sua essência. Você, Brasília, não é catalisadora dos males que, ainda, acometem o Brasil; permita ser desvendada, apenas, por aqueles que ousam antecipar seu futuro.
    A Brasília da diversidade cultural – do bumba-meu-boi de Seu Teodoro; da irreverência do Pacotão e do Liga Tripa; da ironia e autocrítica da Legião, Capital e Plebe Rude; de Léo e Bia; de Eduardo e Mônica; de Cássia Eller; dos Raimundos; Maskavo e Natiruts – e da vocação para o esporte – Piquet, Pupo Moreno, Oscar, Joaquim Cruz, Leila, Tande e Tranquillini – é, infelizmente, a mesma cidade de pessoas doentes, inescrupulosas, interesseiras, que não percebem sua grandeza histórica e sua relevância para o País.
    Muitos tentam desdenhar de você, Brasília, mas não conseguirão. Você, Brasília, foi fundada e formada por um exército de candangos, sérios e honrados, que vieram de todos os cantos do País para erguê-la com muita luta, suor, sofrimento, alegria e esperança.
    Hoje vemos uma Brasília pedir socorro, devido ao autoritarismo e mazelas de diversos falsos governantes interessados somente em conquistas políticas e em grandes negociatas. Em suas ruas esburacadas, há de tudo: jovens fumando crack, sequestros relâmpagos, transportes coletivos obsoletos, uma saúde pública cambaleante, desigualdade social, insegurança nas escolas, desemprego, pedintes e moradores de rua sem qualquer perspectiva de futuro.
    Acorde Brasília para o seu destino! Prepare-se para voar. A geração que nasceu e cresceu sob suas asas irá ocupar e dar corpo e alma aos sonhos de JK, de Israel, de Sayão, de Niemeyer, de Lúcio, de Burle, de Ceschiatti, de Darcy Ribeiro, dos pioneiros. O destino que a ti coube não preza e não rima com oportunismo, grilagem, corrupção desenfreada, impunidade e mau-caratismo.
    Dom Bosco, em seu sonho-profecia, disse: “Quando escavarem as minas escondidas no meio destes montes, aparecerá aqui a Grande Civilização, a Terra Prometida, onde correrá leite e mel. Será uma riqueza inconcebível. E essas coisas acontecerão na terceira geração”.
    Essa riqueza inconcebível não será a riqueza material como muitos afoitos sonham, mas, sim, o afloramento da espiritualidade; da ética com a coisa pública; do respeito ao ser humano e ao meio ambiente; do legado da educação e saúde de altíssima qualidade; da harmonia entre os povos; e, principalmente, a vitória da alma sobre a matéria.
    Para aqueles que maldizem seu nome e enviam para as suas asas políticos oportunistas, parafraseia Millôr Fernandes e dize: “Se, de vez em quando, o leite azeda por aí, não tenho nada com isso; a vaca não é minha. Escolham melhor na próxima vez”.
    Reaja Brasília ! Faça como os inconfidentes mineiros. Lute contra os que te subjulgam, te tolhem, te sufocam e te exploram. LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN BRASÍLIA.

  • Reply
    Raissa
    19 de junho de 2017 at 12:01

    Conhecem o parquinho p crianças cadeirantes? Fica no Parque dos Pioneiros no deck sul.

  • Reply
    Thales Rodrigues Santana
    19 de junho de 2017 at 12:36

    Para conhecimento: foi Inaugurado semana passada a maior trilha de Mountain Bike do Brasil,com 44 km, na Floresta- Nacional-de Brasília “FLONA”o turista que é ciclista também poderá caminha ou praticar o Mountain bike de uma forma segura, se deliciar com essa maravilhosa trilha que fica em Taguatinga norte-DF

  • Reply
    Thales Rodrigues Santana
    19 de junho de 2017 at 12:37

    #mexeucomelamexeucomigo

  • Reply
    Nélia Barbosa
    19 de junho de 2017 at 12:54

    A tempos tenho me sentido agredida por esses comentários preconceituosos contra nós, brasilienses. Obrigada por ser nossa porta voz.

  • Reply
    Irma Ferreira
    19 de junho de 2017 at 15:30

    Aqui em Brasilia tá cheio de exímios profissionais,pessoas sérias e competentes. Entretanto, como aqui também é a capital do Brasil, a população brasileira manda os piores representantes pra cá, que sujam a imagem da cidade que é maravilhosa. Nós eleitores de Brasilia elegemos 8 representantes de 513 deputados e 81 senadores. Amo Brasília e respeito o cidadão brasiliense.Lamentável a imagem distorcida da cidade x representantes políticos oriundos dos quatro cantos do País.

  • Reply
    Thaís
    20 de junho de 2017 at 10:49

    #mexeucombrasiliamexeucomigo
    Parabéns pelo texto, meninas!!

  • Reply
    Junior Ferraro
    20 de junho de 2017 at 11:38

    Bacana o texto e bastante pertinente. Porém… não entendi porque puta tá na mesma categoria de político e lobista. Elas não fazem mal a ninguém, comercializam o que é delas, não roubam dinheiro público nem desviam verbas de educação, saúde e segurança pra seu próprio benefício. Se o texto quer protestar contra o preconceito das pessoas, não deve começar se baseando em um.

    • Reply
      Zuleide danni
      20 de junho de 2017 at 14:12

      Verdade !!

    • Reply
      Olhar Brasília
      26 de junho de 2017 at 19:22

      Concordamos com seu ponto de vista, Junior. E essa pertinente reflexão foi tema de outro texto “A cidade e elas – toda cidade tem a sua lua, toda cidade tem as suas prostitutas”: http://bit.ly/2ua8XdK

  • Reply
    MARINEY NEVES
    20 de junho de 2017 at 14:48

    Brasília, por ser a capital do país, é obrigada a receber esses políticos que o Brasil elege e que chegam aqui na terça-feira e voltam na quinta-feira para gastar seus salários/outros nos estados que os elegeram. Aprendam a votar e não despejar o lixo de suas cidades na capital do nosso país.

  • Reply
    Oswaldo Bertolino
    21 de junho de 2017 at 09:02

    Não somos todos políticos. Somos servidores públicos, profissionais liberais, mães, jovens, aposentados, policiais, bombeiros, médicos, artesãos, músicos, feirantes, faxineiros, enfim, somos gente como vocês do resto do país. E também carneirinhos e covardes como todos os demais brasileiros que aceitamos e convivemos com esses porcos que elegemos. Se nós, os três milhões de brasilienses reagíssemos contra esses bandidos, não teríamos que carregar essa pecha.

  • Reply
    Cláudio Cohen
    23 de junho de 2017 at 09:45

    Parabéns Marcia Zarur e Samanta Sallum pela campanha em prol de Brasilia que vocês têm desenvolvido através do Olhar Brasilia. Tenho orgulho de ser Brasiliense e sempre defendi a nossa cidade dos ataques injustos daqueles que insistem em resumi-la as ações políticas ocorridas na esplanada dos Ministérios, Congresso Nacional e Praca dos 3 Poderes. Brasilia tem em sua identidade própria, uma diversidade incrivel proporcionada pelos que aqui habitam, cidadãos brasileiros ?? de norte a sul e ainda toda a internacionalidade que as mais de 130 Embaixadas de outros países nos proporcionam ao interagir com a cidade. Vida Cultural intensa, ótimo parque gastronômico e toda a vida que aqui é movimentada por quase 3 milhões de cidadão dignos e honrados que cumprem com as suas obrigações fiscais e cívicas. Estou junto nesta campanha #mexeu com Brasilia mexeu comigo.

  • Reply
    JOSELINO GUILHERME DE ARAUJOg
    24 de junho de 2017 at 10:07

    Pobre homem…só consegue enxergar com os olhos.

  • Reply
    Graco
    28 de junho de 2017 at 18:14

    Ao Jornalista Ancelmo Gois:

    Você está desinformado e isso é grave. Ainda mais grave a coisa fica quando se trata de um jornalista. Brasília tem um excelente e entusiasmado corpo de guias de turismo. Será para nós, como de fato sempre é, uma satisfação enorme poder mostrar essa Brasília que você ainda desconhece. Vou te dar dica: nós temos passeios de barco pelo Lago Paranoá, city tours de bicicleta que duram o dia inteiro, wine tours pelo cerrado, e uma infinidade de outros atrativos de tirar o fôlego.

    Para a sua informação a real importância de Brasília transcende o viés político que naturalmente qualquer capital possui. É fundamental que se volte no tempo e busque pela nossa genealogia para poder entender. Lembre-se de quem foram as pessoas que, mesmo séculos antes da capital do Brasil existir, se envolveram com a história desta região central do país. O quê as diferenciava? Quem foram nossos ancestrais cujos feitos até hoje são celebrados? Que informação genética possuíam e que está gravada nos nossos cromossomos e não pode ser apagada? Tente se lembrar, pois são dados relevantes a serem levantados. Não para justificar a cor da nossa pele, a nossa língua ou o nosso vocabulário, mas informações importantes para trazerem mais luz à nossa identidade, que faz parte do arcabouço da nossa brasilidade – inclusive a sua.

    Antes da chegada dos europeus ao continente americano, a porção central do Brasil já era ocupada por ameríndios como os caiapós e os xavantes, exemplo de povos dos quais herdamos, além da vontade de andar com os pés descalços e de descansar em redes, a habilidade de saber observar os fatores ecológicos de um sítio e escolher o lugar que melhor proverá a comunidade com água, flora e fauna. O local ideal para fundar uma comunidade também nos foi ensinado pelos portugueses, herdamos deles uma matriz urbanística casada com a melhor ocupação do território sob o ponto de vista da estratégia da topografia de cidades protegidas, defensáveis, com boa visibilidade e segurança. Dos africanos herdamos a resiliência para a adequação socioambiental ao clima tropical. Talvez você ainda não tivesse se apercebido disto. Estes são alguns parcos exemplos de alguns saberes dos quais somos compostos, que nos pertencem, do qual devemos nos ORGULHAR – saberes das matas, dos sertões, dos quilombos, das senzalas, dos garimpos, das bandeiras, da liberdade negríndia, dos imigrantes, todos formadores da nossa precoce brasilidade. É de arrepiar! E Brasília é o extrato disso, a essência desta jovem nação!

    Você ainda não sabe, mas Brasília é ímpar, goste você dela ou não. A realização urbanística do seu século! O exemplo palpável daquilo que havia sido pregado pelo manifesto escrito em 1933, a famosa “Carta de Atenas”, durante o IV Congresso Internacional de Arquitetura Moderna.

    A nossa cidade foi inscrita na Lista do Patrimônio Mundial em 1987 pela maneira como incorporou os princípios daquela moderna arquitetura que surgia, ao indiscutível vigor multicultural brasileiro. O Plano Piloto de Brasília é fruto de um projeto urbano inovador, concebido para – a partir do nada – abrigar uma nova capital para o Brasil em pouco mais de três anos.

    Muitos países levaram milênios para se constituírem como países, senhor jornalista. Atualmente, no planeta azul, as cinco maiores nações sem países somam mais de 50 milhões de pessoas. Nossos antepassados tinham origens diferentes, idiomas e culturas diversas, mas em apenas 460 anos depois dos portugueses aportarem no litoral Baiano possuímos afinidades étnicas, um idioma comum, maneiras de pensar, sentir e agir semelhantes. A nossa miscigenação étnica e multicultural abastece o nosso inconsciente coletivo. O resultado ressurge nos mitos, nos contos, na nossa reconhecida criatividade e em tudo o que produzimos enquanto seres humanos. Foi o que construiu Brasília e fez dela o que ela é. Foi o que nos moldou, nos fez. Está no meu cromossomo, no nosso DNA. Brasília é o que somos com muito orgulho. Então caro jornalista, venha se informar, venha conhecer a capital do seu país, venha nos conhecer, venha se reconhecer. Deixe de conversa, não mexa com ela. #mexeucombrasiliamexeucomigo e com muita gente boa por aqui.

    Ao brasiliense:

    Sejamos agentes da valorização e da promoção dessa Brasília enquanto cidade bacana, excelente lugar de viver, de morar, de pensar, de fazer! Temos os nossos problemas e defeitos que necessitam ser resolvidos, mas quem não os tem? Paris tem sérios problemas de acessibilidade e segurança e já faz tempo que há um esgarçamento social e étnico crescente.

    Não podemos deixar prosperar tamanho preconceito, precisamos ser capazes de defender Brasília. Olhe pela sua janela – essa é a Brasília de verdade! Feita de gente como nós, eu e você. Agora olhe pra dentro de você. Tente ouvir a multidão – essa é a Brasília real que trazemos no sangue. A genealogia comprova – índios, negros, lusitanos e mestiços, brotados da histórica geografia brasileira. Carregamos conosco uma multidão de pessoas que nos antecedeu e que precisa ser honrada.

    Enfim, o patrimônio de Brasília pode ser da humanidade, mas o orgulho é nosso!
    Sim, defendo Brasília – mexeu com ela também mexeu comigo!

    Graco Santos
    Nascido em Brasília, arquiteto, guia de turismo e
    Criador da Camelo Bike Tour

  • Reply
    Antonio Glecio
    31 de dezembro de 2017 at 23:29

    Nota zero pra Brasília….

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