4 de agosto de 2020
Olhar Brasilia
Samanta Sallum

Mais Beirute, menos Cão Véio

TEMPO DE LEITURA: 2M

Brasília e seus contrastes. Enquanto um ponto de encontro da cidade fechava, deixando um triste vazio na W3 Sul, outro abria cheio de frisson e fila gigante na porta na 404 Sul. De um lado, um melancólico adeus ao Bar e Mercado Municipal. Do outro, eufóricas boas-vindas ao Pub Cão Véio, do chef celebrity paulista Henrique Fogaça. Brasília tem dessas coisas. Cenas da semana passada…

Fico feliz em ver a cidade atraindo investimentos, que lugares novos sejam abertos, aumentando ainda mais as opções gastronômicas, de diversão e lazer do brasiliense. Mas me dói ver o Mercado Municipal, aberto em 2006, fechar e outros locais passarem por apuros. O Mercado era uma aposta na revitalização da W3, era um investimento com um forte simbolismo.

E, gente, o nosso tradicional Beirute da Asa Norte está sentindo o impacto da crise. Na conversa trivial com os garçons de lá, que eu considero outro patrimônio de Brasília, eles desabafam, preocupados: o movimento caiu.

Um dia desses, ouvi de uns paulistas que estavam em Brasília: ‘Engraçado, vocês ficam na fila para pagar caro e serem mal-atendidos. A gente até fica na fila, mas para pagar menos e ser mais bem atendido.”

Nada contra o Cão Véio. Seja bem-vindo à cidade! Obrigada, Henrique Fogaça, por investir aqui e gerar empregos na capital. Mas bem que podíamos conhecer mais a nossa cidade, frequentá-la de forma mais diversificada. Sim, os estabelecimentos devem ter criatividade e competência para atrair e fidelizar seus fregueses. Mas bem que o brasiliense também podia dar uma forcinha. A gente reclama que não tem opção, mas fica indo sempre ao mesmo circuito modinha. Comportamento que não é exclusivo da capital. Mas, se tem fila na porta, vamos para outro lugar então que pode ser bom e sem tão longa espera.

Eu e meus amigos, por exemplo, não suportamos mais aquela fila do Ernesto Café aos domingos e a impaciência dos atendentes de lá, sobrecarregados de mais mesas do que o serviço dá conta. Erro da gerência, que aumenta o número de mesas, mas não a equipe. Então, nem geração de empregos a fila está propiciando. Enquanto isso, cafés na cidade estão prestes a fechar. Minha diversão agora é conhecer novos e desconhecidos cafés.

Não me convide mais para ir ao Ernesto, na 115 sul. Só se for em dias e horários alternativos. Os restaurantes  Limoncello e El Negro também precisam repensar muito o atendimento. É absurdo como tratam os clientes, como se estivessem fazendo um favor a eles, e não prestando um serviço. Mas até que ponto a culpa não é dos clientes que se submetem a isso?

PS – Enfim, não ache estranho se esbarrar comigo no Cão Véio. Vou, sim, dar minha passadinha por lá. Ache estranho se não esbarrar comigo no Beirute. E, no Beirute, até espero em pé um pouco por uma mesinha. No Cão Véio, não. Volto outro dia.

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36 Comentários

  • Reply
    Kléber Castro
    2017-07-11 at 11:10

    Brasília é a terceira cidade do país, e oferece uma gama de opções que hoje, corresponde a uma cidade de seu porte e nível. Mas nossa gente não consegue se desvencilhar do ranço provinciano que acaba por colocar sempre em segundo plano o que é mais nosso, para privilegiarmos sempre aquilo que vem pasteurizado de fora, que também tem seu valor, mas que aqui é superestimado. Enfim, o povo parece que curte uma fila, né? Eu, que já ralo muito é do muito valor às minhas moedinhas, prezo mais uma boa dose de mordomia e conforto. Estou vendo atando por isso, né? Daqui a alguns meses, quando o canídeo estiver mais idoso e o brasiliense estiver prestigiando outra fila, eu terei o prazer de conhecê-lo.

  • Reply
    André Giusti
    2017-07-11 at 11:56

    Alternativa ao Ernesto: o vizinho L´amour diu Pain. Pelo menos até agora estão fazendo a coisa certa. Parabéns pelo texto.

    • Reply
      Leandro
      2017-09-15 at 12:00

      Se a coisa certa for atender mal e faltar pão, então estão indo “bem”!

  • Reply
    Silvia
    2017-07-11 at 14:21

    O Beirute, sem dúvidas, é patrimônio da cidade e parte da vida de muitos candangos – incluo a minha nessa. No entanto, eu e a grande maioria dos meus amigos deixamos de frequentá-lo por conta dos preços altos cobrados nos pratos. A qualidade também caiu, e muito. Talvez, por isso, a casa esteja vazia. Ando redescobrindo o Quintuarte, e adorando. Beijos e parabéns pelo site!

    • Reply
      Marina Veiga
      2017-07-12 at 12:33

      Concordo Silvia! Fora que o atendimento nunca foi o forte do Beirute.

  • Reply
    junia
    2017-07-11 at 14:44

    Não sei, mas o próprio beira norte tem que repensar seus preços e a qualidade da comida árabe servida…
    E atendimento em alguns locais realmente, é sofrível, nem dá para comparar com sampa

  • Reply
    Otavio
    2017-07-11 at 16:46

    Se o Ernesto tem fila, o l’amour du pain dois blocos abaixo oferece um serviço melhor e serve produtos de confeitaria e cafés. Não costuma ter muita fila nem estar vazio.

  • Reply
    Marina Almeida
    2017-07-11 at 20:33

    Brasilia, terra dos eternos provincianos. As pessoas lá estão anos-luz de serem descoladas, alternando em dois pólos: bicho-grilo que fala véi ou metido a besta sem cultura que viaja pro Carnaval de Salvador e Thanksgiving de Orlando.

  • Reply
    Juliana Marinho
    2017-07-11 at 21:28

    Não concordo!! Se o Ernesto Café é cheio deve-se ao fato de ser muito bom!! Não sei qual foi o tratamento que vc recebeu mas sempre fui muito bem atendida. Adoro tomar café lá com a minha família!

  • Reply
    Regina Coeli
    2017-07-11 at 22:32

    Bem lúcido seu texto. Há lugares com ótima comida e atendimento que estão vazios! E outros cheios de falhas que superlotam! Ganha quem conseguir destaque na mídia que estiver na moda. Vejo indicação de 10 melhores restaurantes da cidade em blogs e deles, pelo menos, 6 não são nem mais ou menos. Enquanto alguns excelentes ficam de fora. Triste ver que as pessoas crescem sem opinião, seguindo como cordeirinhos os que é point, muitas vezes deixando de gastar onde, realmente, compensa. Bem frequentado e com bom movimento, por exemplo, é o Tou Jours Bistrô, na CLS 405. Um lugar gostoso, ambiente bom, bem frequentado, cardápio legitimamente francês e muito variado, todos os garçons profissionalíssimos, comida para paladares exigentes e preços justos. MAS que muita gente nunca ouviu falar! E é um restaurante premiado etc. Assim como o Tou Jours, muitos outros recebem um cuidado especial do proprietário, mas se não for de “celebridade” ou se não cair nas graças de um blogueiro…

    • Reply
      Regina Coeli
      2017-07-11 at 22:36

      Bem lúcido seu texto. Há lugares com ótima comida e atendimento que estão vazios! E outros cheios de falhas que superlotam! Ganha quem conseguir destaque na mídia da moda. Leio indicação de 10 melhores restaurantes da cidade em blogs e deles, pelo menos, 6 não são nem mais ou menos. Enquanto alguns excelentes restaurantes ficam de fora. Triste ver que as pessoas crescem sem opinião, seguindo como cordeirinhos os que são ditos points, muitas vezes deixando de gastar onde, realmente, compensa. Bem frequentado e com bom movimento, por exemplo, é o Tou Jours Bistrô, na CLS 405. Um lugar gostoso, ambiente bom, cardápio legitimamente francês e muito variado, todos os garçons profissionalíssimos, comida para paladares exigentes e preços justos. MAS que muita gente nunca ouviu falar! E é um restaurante premiado etc. Assim como o Tou Jours, muitos outros recebem um cuidado especial do proprietário, mas se ele não for de “celebridade” ou se não cair nas graça$ de um blogueiro…

  • Reply
    Gilson Motta
    2017-07-11 at 22:47

    Eu estava saindo do trabalho e passei em frente ao Cão Véio, no dia de sua inauguração; a fila era impressionante! Vamos ver quanto tempo a casa manterá suas portas abertas, já que o setor gastronômico tem se mostrado bem instável, nos últimos cinco anos! Brasília tem um sério problema quanto à qualidade de atendimento! Pessoas sem educação, sem conhecimento sobre o produto que está vendendo e sem estratégia para conquistar o cliente; ao contrário de Rio e São Paulo, parece que, aqui, os proprietários/gerentes/garçons/atendentes não precisam de dinheiro e não se esforçam para conquistar os clientes e não estão empenhados para que os clientes retornem! Muitos empresários não investem na formação dos empregados e o que temos é um cenário composto por funcionários de cara feia, impacientes e, até, rudes! Está na hora de todos reverem seus conceitos! Atrás do balcão, cabe aos proprietários repensar a equivocada postura da economia à base da grosseria; na mesa, cabe a nós, clientes, exercermos o poder do “boca-a-boca sócio-virtual”, através de todos os recursos disponíveis! Se o estabelecimento for bom, convidemos familiares e amigos; se for ruim, viremos a mesa!

  • Reply
    Maria Alice
    2017-07-11 at 23:08

    olha tem uma casa mineira na 311 sul chamada Uai Bezinha uma delicia e um atendimento de família cheio de amo e no sof sul perto do hotel blue tree um local delicia chamado cafe com paó manteiga não e ótimo vamos conhecer lugares diferente

  • Reply
    tania aguiar
    2017-07-12 at 01:15

    Nossa, Beirute é patrimônio histórico. “Criei” meus filhos ali. Mas tenho que concordar que os preços subiram e a qualidade caiu. Nunca mais me apeteceu almoçar ou jantar, ali. Vou vez por outra, tomar um chope e beliscar um kibeirute, quando combinamos com amigos.. Aliás, recentemente apresentei a versão com ovo a velhos frequentadores, que jamais o haviam experimentado. É muito bom. Ir ao Beirute faz bem pra alma. Mas aquele filé que se comia ali, não temos mais. A picanha de cordeiro, da última vez que pedi, deixou a desejar. Talvez seja, também, porque a lei seca tem me deixado mais cautelosa, afinal o motorista amigo do Seguro tem limite de uso. Quando quero comer comida árabe de boa qualidade e barata, almoço no Manara, na 706/707 Norte. Pago três dezenas de rais e me farto de quibe cru, pão assado na hora, arroz de cordeiro, charutos de folha de uva e de repolho, tudo muito honesto e fresco… só precisa de uma reforma, tá bem caidinho, o self. O vizinho, a la carte, continua atrativo. Agora, mermão, fila, só se for pra comer de graça. É que nem fila pra comprar Iphone. No dia em que me encontrarem numa dessas, podem chamar a família pra me internar. Ô louco, sem noção…

  • Reply
    Marco Aurélio de Faria Pereira Júnior
    2017-07-12 at 07:25

    Chegar a ver um post deste mostra ao menos imaturidade ou até falta de respeito com as 2 casas .
    São formadas por empreendedores da cidade que trabalham bastante para lutar dia a dia com as próprias dificuldades do negócio . Como falar para termos mais movimento no beirute e menos cão veio ? Isso é incoerente. As filas são resultados de expectativas de um bom produto, cão veio teve que vir de São Paulo com assinatura de um cheff renomado com padrão alto de gastronomia para impactar com sua comida, lembrando seus preços em Brasília mais barato que em sp .
    Quem falou que o beirute não corre atrás de sair na frente e se reinventar, trazer novidades ? O pioneirismo em fazer sua própria cerveja aquela bera gelada hoje dá lugar a bera puro malte . A sorveteria do grupo ao lado que tem cada sorvete melhor que o outro .

    Pelo poder da fala, escritores não julguem sem realmente conhecerem . Milhares de dinheiros foram investidos para as empresas estarem abertas, cada restaurante abriga em suas equipes várias famílias precisando de dinheiro para se manter .
    Uma boa semana

    • Reply
      Samanta Sallum
      2017-07-13 at 17:32

      Caro, há colocações suas pertinentes e que concordo também. Inclusive, no texto dou boas-vindas ao Cão Véio e que é muito bom para o brasiliense ter novas opções. Não se prenda tanto ao título do texto. Ele é simbólico. Agradecemos sua participação no debate com seu comentário. O que eu faço é um convite para que os brasilienses passeiem mais pela cidade e conheçam lugares novos e antigos. O que eu escrevo é com base nas minhas experiências, reais, e com testemunhas. Boa semana.

  • Reply
    César Fechine
    2017-07-12 at 09:08

    Puxa, que pena o Mercado ter fechado. Curti muito chorinho, acompanhado de uma excelente feijoada lá. Bom, vamos ao Feitiço Mineiro e ao Beira. Parabéns, Marcinha e Samanta, pelo site!

    • Reply
      Samanta Sallum
      2017-07-13 at 17:47

      Obrigada, César ! Obrigada pela participação

  • Reply
    Francisca Passos
    2017-07-12 at 09:14

    Márcia e Samanta,

    Parabéns pelo texto!
    Realmente, Brasília tem o hábito de privilegiar empreendimentos externos, em detrimento dos daqui.
    O Beirute é uma tradição, assim como foi o Kazebre 13, na W3 Sul. É importante que valorizemos as iniciativas locais, até para que tenhamos história.
    Você cita o Ernesto Café, contudo temos vários outros bons lugares, que apesar da longa existência, ainda são desconhecidos de muitos. É o caso da Croissanterie café | bistrô, inaugurado há 26 anos, já teve vários endereços na cidade e há 10 anos está localizado na 215 norte. Um lugar tranquilo onde pode-se apreciar bons cafés e vinhos, acompanhados de croissants ou de pratos ds cozinha de bistrô.

    • Reply
      Samanta Sallum
      2017-07-13 at 17:47

      Obrigada, Francisca. Obrigada pelas dicas também.

  • Reply
    Pablo Araujo
    2017-07-12 at 09:27

    Somos carentes de bons atendimentos. E isso é um mal que assola todo o território nacional. De cada 10 atendimentos, 8 são abaixo da média. É difícil sair surpreendido de algum lugar. Culpa da gestão e da ganância dos empresários. Com a crise, as pessoas ficaram mais exigentes e não aceitam investir o dinheiro suado do fim de semana para ser tratado na média. As pessoas hoje querem experiência. Boa experiência. O público está exigente.

  • Reply
    Csilva
    2017-07-12 at 10:09

    Acho engraçado quem reclama dos atendentes mas os trata como se não fossem gente. Façam o favor, sejam mais educados e deixem o ar de superioridade um pouco de lado. Claro, nada justifica um mau atendimento mas cansa muito com certeza atender tanta gente que se acha não sei oq!!!

    • Reply
      Samanta Sallum
      2017-07-13 at 17:37

      Caro, o texto aborda essa questão. Que a culpa não é dos atendentes ou garçons, mas da gerência do estabelecimento. Uma das críticas que o texto faz é exatamente essa. O estabelecimento aumenta o número de mesas a serem atendidas, sobrecarregando a equipe. Não aumentam o número de funcionários. Agradecemos sua participação no debate. Importante termos vários pontos de vista.

  • Reply
    Matheus Moreira
    2017-07-12 at 11:29

    Patrimônio de Brasília, décadas de portas abertas, tradição: nada dá direito de cair no ostracismo e não oferecer nenhuma melhoria ou mudança por décadas. Não culpe o brasiliense por não querer reviver a night dos seus avós. Culpe os donos por só reciclarem o preço dos produtos conforme a inflação. Essa é a única inovação dos bares tradicionais de Brasília.

  • Reply
    Pablo Oliveira
    2017-07-12 at 12:07

    Beirute esta pedindo p fechar. Os preços estao impagaveis. Uma kafta extra ( carne, queijo e palmito) por 35 reais e um abuso. Os estabelecimentos fecham pela crise sim, mas fecham mais ainda por ma administração. Em crise, diminua o preço, reduza custos e se reinvente. Adoro o Beirute mas ta bem derrubado. Os banheiros sao nojentos, os pratos os mesmos e os preços astronomicos. Qto ao mercadao, penso ter sido uma estrategia ruim o local escolhido. Adoraria ver a W3 frequentada em horarios diversos mas tem q se pensar no todo. A vizinhança do Mercadao e horrivel, nao temos plano eficiente de revitalização…. tai o que aconteceu. Brasilia nao e Sao Paulo q ja tem programas de revitalização do centro.

    • Reply
      Samanta Sallum
      2017-07-13 at 17:45

      Caro, o texto toca nesse ponto também. Que os estabelecimentos, novos ou antigos, precisam ser criativos e eficientes para atrair e fidelizar os clientes. O Mercado Municipal foi uma aposta na revitalização da W3, que acabou não vingando. Mas não se pode desistir de melhorar aquela região. Agradecemos sua participação nesse debate. A opinião de vocês é importante.

  • Reply
    JOÃO RIOS
    2017-07-12 at 15:35

    Também achei maluca a fila do Cão Veio, parece que o lugar vai estar lá por uma semana só, e quem não pegar fila perdeu. Mas o brasiliense é louco por novidades, tantoq ue dunkin donughts fez fila e agora anda as moscas…
    Mas acho que o buraco é mais embaixo e o exemplo do mercado ruim… Eu NUNCA fui bem atendido no mercado municipal, e muito pelo contrário: fui 4 ou 5 vezes e em todas passei muita raiva, tomei chopp quente, fiz o mesmo pedido 4 ou 5 vezes, uma completa desorganização, e uma pena para um lugar com tanto potencial. Beirute, possui um atendimento e comida muito melhor, mas ainda passamos raiva pagando caro pra comer batata frita com cerveja local de 12 reais, enquanto os garçons abrem 5, 6 cervejas na mesa ao mesmo tempo antes que você perceba, e termine a noite com 3 cervejas abertas que ninguem conseguiu beber.

    Acho que o brasiliense precisa valorizar mais o que tem, e os mercados, bares cafés, precisam se reinventar mais. Como falaram ali em cima, muitos desses bares so inovam no preço, que nào para de aumentar….

    • Reply
      Samanta Sallum
      2017-07-13 at 17:41

      Meu sentimento é parecido com seu, João. Novos ou antigos, os lugares precisam ser mais criativos, eficientes e ter preços justos para atrair e fidelizar os clientes. Agradecemos sua participação nesse debate.

  • Reply
    Mara Alcamim
    2017-07-12 at 15:59

    Muito triste o fechamento do Mercadão…Mais uma triste despedida para nosso querido Jorge Ferreira….

  • Reply
    Danielle Cristina de Antoni Guimarães
    2017-07-13 at 02:13

    Falando em café, fui hj no Ernesto após quase 1 ano sem aparecer lá. E no decorrer do tempo em que ficamos me lembrei o motivo que me fez ficar tanto tempo longe de lá…DEMORA NO ATENDIMENTO!!! Meu DEUS como eles pecam nisso. Apesar das meninas Mel e Diana serem atendentes maravilhosas, que a culpa não é delas, eles tem muitos clientes para pouquíssimo atendentes. Sem contar a fila de espera. É acho que só daqui 1 ano de novo….se voltar.
    Tem o L’AMOUR DU PAIN Boulangerie na mesma quadra. Kkk

  • Reply
    Raphael
    2017-07-13 at 12:28

    Economia não é relacionamento amoroso, romantize apenas o que possa ser romantizado. Não é saudável pra nenhuma economia um estabelecimento funcionar de forma capenga como funcionava o MM, se não há público não ha demanda, se não ha demanda não necessita de se criar uma oferta. Se a gente respeitar essa lei quase física, tudo vai funcionar de maneira harmonica. Insistir em idéias falidas só porque elas são agradáveis aos olhos é uma característica de quem não entende nada de economia e faz uma analise superficial dessa.. Se o atendimento ta ruim a culpa é do público que paga pra ser mal atendido, é só parar de ir que a receita dele diminui. Colocar o Cão veio no texto pra chamar atenção deu um tom de inveja terrível. Em relação ao beirute, ele que se reinvente para continuar no mercado. O mercado é tão justo que quem é tapado fica pra trás, e quem é inteligente se destaca.

    • Reply
      Samanta Sallum
      2017-07-13 at 17:00

      Caro, parte da sua opinião converge com a minha e está lá no texto. Os estabelecimentos realmente precisam ser eficientes e criativos para atrair e fidelizar seus clientes. O blog é um espaço autoral, onde escrevo minhas opiniões fundamentadas em experiências reais e com testemunhas. Eu enfatizo os benefícios da chegada do Cão Véio à cidade. Mas lamento, sim, o fechamento de outros lugares. E que sirva, sim, de alerta para os estabelecimentos. Se liguem ! Melhorem o serviço ! No meu texto, convido o brasiliense a passear mais por sua cidade e conhecer lugares novos e antigos. Inclusive, eu vou dar minha passadinha no Cão Véio também. Eu não dito leis, eu expresso opiniões. Muita gente concorda com elas e muita gente, não. Liberdade de expressão. Agradecemos ter colocado seu ponto de vista aqui e contribuir com a reflexão e o debate sobre o assunto.

  • Reply
    Antonio Gonçalves
    2017-07-13 at 19:39

    Brasília é a cidade da “modinha”. Até mesmo os restaurantes: os brasilienses dão notas altas a alguns lugares no Tripadvisor, só pelo fato de serem ambientes “modinha”. Alguns restaurantes no topo daquela lista simplesmente não merecem estar lá. Longas filas de espera, preços altíssimos, atendimento fraco e comida “mais ou menos”… vai entender a mentalidade desse povo…

  • Reply
    Andressa Gomes Rodrigues
    2017-07-18 at 08:25

    O conteúdo da matéria está bom, embora superficial porque culpa quase que exclusivamente o cliente por não frequentar lugares antigos. Mas os bons permanecem abertos por anos ainda que sejam antigos e desde que mantenham preços justos, bom atendimento e um ambiente salubre e agradável (veja o Líbano, sempre que passo lá nos finais de semana vejo o movimento praticamente igual ao de 12 anos atrás, quando eu frequentava a casa em frente à minha antiga morada) . Veja você por exemplo que virou frequentadora assídua do Ernesto e por um motivo específico (mau atendimento) resolveu procurar outro café (e você nem precisaria andar muito porque quase vizinho tem outro perfeito e você nem reparou – o le amour du pain). Acho que seria o cado de mudar o título da matéria porque quando eu li o texto não vi esse tom conciliador das respostas ais comentários. MAIS CÃO VÉIO E MAIS LÍBANO POR FAVOR!

    • Reply
      Samanta Sallum
      2017-07-18 at 10:45

      Não culpa , apenas convida o brasiliense a não ficar preso a novidades da moda , que também podem ser legais. Mas vamos explorar mais a nossa cidade . Obrigada, Andressa , pelo seu comentário.

  • Reply
    Maria Fernanda Maretti
    2017-07-19 at 21:56

    Concordo com vc, me prometi nunca mais colocar os pés no Ernesto Café, o atendimento é péssimo! Só dar 2 passos e estamos no LAmour du Pain, onde somos tratados com muito mais educação e atenção. Em média o atendimento aqui em Brasília é muito ruim, em SP paga-se o mesmo preço, mas para ser muito bem atendido e com produtos de qualidade. As pessoas têm que entender que não estão nos fazendo nenhum favor, apenas têm que executar seu trabalho com eficiência e, no mínimo, serem educadas e gentis, só isso.

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