5 de abril de 2020
Olhar Brasilia
Lá na minha rua

Na Praia vai ter de baixar o som

Ordem judicial determina que o evento na orla do Lago reduza o barulho, que incomoda a vizinhança.

Não foi o Ibram, órgão do governo que fiscaliza a poluição sonora na cidade, que resolveu o problema, apesar dos apelos dos moradores da Vila Planalto, Lago Sul, Lago Norte e redondezas. Mas, sim, uma decisão judicial. O evento Na Praia terá de reduzir a barulheira, que tira o sono da vizinhança, sob pena de multa diária de R$ 2 milhões por descumprimento.

O site Olhar Brasília, no início de agosto, divulgou a reclamação dos moradores que denunciava o descumprimento da Lei do Silêncio. A Administração Regional de Brasília, que concedeu a autorização para o evento, alegou que não tinha recebido reclamações formais, mas que havia acionado o Ibram para constatar se ocorriam ou não abusos. Procurado pelo Olhar Brasília, o Ibram confirmou que faria a fiscalização, mas nunca informou quando seria a operação nem se já havia alguma conclusão sobre as denúncias de poluição sonora.

A decisão de mandar baixar o volume das festas e shows do Na Praia é do juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros, que concedeu uma liminar ontem em favor da ação ajuizada pelos moradores. Os produtores do Na Praia vão recorrer. 

Esta é a terceira edição do Na Praia, e nos anos anteriores realmente houve muito problema com barulho.

“O som do Na Praia está atrapalhando até a missa. O barulho entra pela igreja”, conta Leilane Rebouças. Moradora desde criança da Vila Planalto, uma referência na comunidade, ela mediu o barulho do quarto de sua casa. E comprova que, sim, estão ocorrendo excessos. Registrou (foto) o barulho chegando a 78 decibéis, quando o limite é entre 50 e 55 decibéis. 

Natanry Osório, moradora do Lago Sul desde 1974 e aguerrida defensora da preservação de Brasília, também denuncia o desrespeito à Lei do Silêncio. “Esse evento está gerando perturbação do sossego e poluição sonora, muitas pessoas estão sendo prejudicadas no seu sono pelo som forte que chega até o Lago Norte. O Poder Público tinha que ter fiscalizado”, reclamou.

PS – Está bom para você? Quer reclamar? Procure a Ouvidoria do GDF: http://www.ouvidoria.df.com.br

 

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