Olhar Brasilia
Espaço convidado

JK 115 anos – peixe vivo no rio e no mar

“Hoje acordei com saudades daquele menino
Que ao nascer Diamantina chamou Juscelino
Homem de pulso tão firme e de fala tão mansa
Um presidente candango de um povo Esperança.”
(Moacyr Franco – “Que saudades deixou JK” – Seresta)

 

Convidado: Silvestre Gorgulho é jornalista, ex-secretário de Cultura e um apaixonado por Brasília.

Há 115 anos, nascia Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Diamantina, Minas Gerais. Há 61 anos, em 31 de janeiro de 1956, o médico-tenente da Polícia Militar de Minas Gerais tomava posse como Presidente da República. E cumpria sua primeira promessa de campanha: em 18 de abril, assinava a “Mensagem de Anápolis”, enviando ao Congresso Nacional o projeto de lei prometendo mudar, em 21 de abril de 1960, a capital federal do Rio de Janeiro para Brasília.

Há 60 anos, JK iniciava a construção da nova capital. Há 57 anos, o presidente, depois de 1.112 dias de obras, inaugurava Brasília. Abraçadas às comemorações dos 115 anos de JK, Diamantina e Brasília entram no túnel do tempo para bendizer e celebrar a História de um governante que mexeu com as entranhas geopolíticas do Brasil.

De Diamantina, o menino Juscelino pegou estradas, saltou montanhas, cruzou fronteiras, ganhou o mundo, garimpou estrelas para repousar sua história de vida e de estadista aqui no Eixo Monumental de Brasília.

Uma História rica em brasilidade e pioneirismo. Em coragem e magnanimidade. O ex-presidente JK foi um construtor de sonhos.

No poder, JK foi exemplo de empreendedorismo e de generosidade. Fora do poder, foi exemplo de luta pela democracia. E, no exílio, foi um brasileiro que só pensava em Brasil, usando até seu prestígio internacional para exaltar sua Pátria e trazer investimentos para o seu país.

A construção de Brasília fez o Brasil colher um novo país do Centro-Oeste, do Cerrado e da Amazônia. Nos tempos de JK, o Brasil colheu efervescência cultural. O Brasil colheu a primeira Copa do Mundo, colheu Bossa Nova e colheu alegria. O povo brasileiro colheu o sentimento de que é capaz de construir o que parece impossível.
JK plantou democracia.
E o Brasil colheu paz!

A cada 12 de setembro, há uma explosão de alegria para comemorar o aniversário do presidente. Diamantina faz sua maior festa para celebrar o nascimento de seu filho ilustre. Promove a Semana JK, com encontro de serestas, sarau com o coral Arte Miúda, Vesperata, lançamentos de livros e a entrega solene da MEDALHA JK pelo governador do Estado de Minas e pela filha de JK, Maria Estela Kubitschek Lopes.

Este sim foi o maior presidente da República que o Brasil já teve: sorridente, festeiro, corajoso, magnânimo, realizador, generoso e cumpridor de todas as 31 metas que prometeu na sua campanha política.

Que saudades deixou JK… Peixe vivo no rio e no mar…

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