23 de setembro de 2020
Olhar Brasilia

Sandra Beatriz Zarur

Lá na minha rua

A flor do Cerrado e a chuva que não chega!

Depois de quatro meses de estiagem, o brasiliense agora é só expectativa pela chegada das primeiras chuvas. Sonhando com o cheirinho de terra molhada, que só quem é daqui entende. Refresco para o nariz que sangra, a cabeça que dói e a pele judiada, que não há hidratante que dê jeito.

A meteorologia tinha anunciado possibilidade de chuva para hoje, 20/9, mas o Inmet descartou de manhã cedo essa previsão. O meteorologista Mamedes Luiz Melo desanimou quem sonhava com os primeiros pingos: “Há uma pequena chance de chuva para amanhã, mas a maior possibilidade é para quarta ou quinta da semana que vem”.

Já são 121 dias sem chuva, mas o brasiliense não só continua tocando a rotina, como até faz piada da situação. Veja ao lado o meme que circulou nas redes.

E se a seca castiga, por outro lado nos proporciona espetáculos de beleza, colorindo a vegetação ressequida. Brasília nos brinda com um festival de ipês que se alternam entre o roxo, o amarelo e o branco. E há sempre no meio do Cerrado pontos de vermelho-vivo, as Caliandras – nossa flor-símbolo, que anda mais rara ultimamente, mas é sempre bela e nos dá um respiro enquanto a chuva não chega.

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