Olhar Brasilia
Lá na minha rua

W3 e SCS – feridas abertas no Plano Piloto

A W3 é uma das artérias que corta a cidade, e o Setor Comercial Sul o coração que pulsa desordenado, maltratado e invadido. São duas partes vitais do Plano Piloto que merecem mais atenção, que precisam de socorro. Lugares onde todo o brasiliense passa, de forma rotineira ou ocasionalmente. Ninguém vive em Brasília podendo ignorar esses dois lugares. 

A W3 já foi a avenida mais prestigiada da cidade, a passarela do comércio, onde se resolvia tudo. Lojas como Fofi, Pioneira da Borracha, Bibabô, restaurante Roma e tantos outros lugares contam a história de lá. Estão na memória dos brasilienses. Que triste fim nossa W3 está tendo hoje… Grandes espaços fechados, poucas bancas de jornal resistem, muita pichação por toda parte, calçadas arrebentadas – um ar de abandono.

O SCS foi desenhado para ser o centro comercial durante o dia, não é à toa que lá estão as sedes da Fecomércio e da Associação Comercial do DF. E tem vocação para ser o centro de diversão e lazer nos fins de tarde, de noite e até fins de semana. Espaços culturais estão tentando investir na região, e o GDF implementou a quinta cultural, com foodtrucks e apresentações musicais que procuram movimentar o espaço durante a noite, pelo menos uma vez por semana.

Mas, no dia a dia, o Setor Comercial é lembrado por prédios malcuidados, calçadas destruídas, pontos de consumo e tráfico de drogas. O 1º Batalhão, responsável pelo policiamento na Asa Sul, argumenta que há 2 anos não é registrado nenhum caso de homicídio na região e que somente em outubro foram 198 ocorrências e a prisão/apreensão de 109 pessoas. E houve um aumento de 5% no número de prisões por tráfico de drogas, mas o problema, segundo a polícia, é a reincidência. O fato é que a sensação de insegurança é grande. 

A revitalização desses espaços da cidade é tema que já caducou. De tempos em tempos, ouvimos falar em projetos de revitalização desses setores, mas nada parece sair do papel. Já está virando lenda. É preciso uma frente de ações públicas e também da sociedade civil e do setor empresarial para devolver esses lugares para a população.

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Um comentário

  • Reply
    Tânia Battella
    8 de novembro de 2017 at 17:12

    Muito boa matéria. Há coisas que independem de investimento, mas de educação do povo e de boa vontade do Estado. Manter o espaço público limpo, por exemplo, cabe ao público e ao privado. Os cidadãos reclamam mas jogam lixo na calças e na rua…. e tem lixeiras? O caminhão de lixo passa regularmente para recolher? E as pichações, quem pode impedí-las? Somos todos responsáveis…

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