6 de fevereiro de 2018
Olhar Brasilia
Lá na minha rua

A cidade está desabando! Tragédia ou milagre?

Estamos em choque! Uma imagem e um susto difíceis de acreditar que estão ocorrendo aqui no centro da capital! Parte do viaduto próximo à Rodoviária, ali na altura da Galeria dos Estados, na região central de Brasília, desabou no fim da manhã, provocando grande susto e até um pânico inicial. O Corpo de Bombeiros  informou que não há vítimas. Um milagre, pois havia carros estacionados embaixo e um restaurante que começaria a ficar movimentado agora na hora do almoço.  A região está toda interditada.

A população está chocada com o acidente que revela, da pior maneira, as condições precárias que estão nossos viadutos. Qual o papel do DER, da Novacap nisso? Omissão, falta de cuidados para manter as estruturas, simples imprevisto, azar, coisas que acontecem?? Muitas respostas terão de ser dadas. A culpa é da chuva?? Claro, que não.

Um milagre não terem vítimas! O segundo em menos de uma semana. No domingo passado,  foi a laje da garagem do Bloco C da 210 Norte que caiu. Carros ficaram destruídos. Um milagre não ter ninguém na hora do desabamento na garagem.

O governador Rodrigo Rollemberg foi ao local do acidente com o diretor do DER, órgão responsável pela via.  Rollemberg admitiu que o viaduto ainda não tinha passado por reparos e que a cidade está “envelhecendo”.  Se fosse simplesmente isso, O que seriam  então de Londres, Roma, Paris?!!

O governador afirmou que tomará medidas para recuperar o mais rápido possível o local.   Mas o medo permanece na cidade … 

Uma possível tragédia está sendo anunciada desde 2011. Estudo do Sindicato  de Engenharia e Arquitetura  entre 2009 e 2011 alertou  que 9 viadutos e pontes da cidade  precisavam de reparos e ação permanente de manutenção especial. Que venham as respostas e ações para que algo pior e irreversível não aconteça. Brasília não merece!

No fim do dia, o GDF divulgou as 5 medidas que serão tomadas após o desabamento:

1. A interdição do começo do Eixão Sul, no local onde ocorreu o desabamento de parte da estrutura de um dos viadutos, até o dia 19 de fevereiro, para a realização de uma avaliação técnica e pericial sobre as causas do episódio e primeiras intervenções na área. O objetivo é garantir a segurança das pessoas que circulam pelo local regularmente.

2. A definição de um Plano de Mobilidade Emergencial —formulado pela Secretaria da Segurança Pública da Paz Social, Secretaria de Mobilidade, Detran, DER-DF e Metrô – para garantir o fluxo seguro de veículos e assegurar, da melhor maneira possível, a fluidez do tráfego na região central de Brasília. Com isso, minimizam-se os transtornos viários que a interdição provisória acarretará.

3. Convidar entidades da sociedade civil para, junto com o Governo de Brasília, compor uma comissão que irá analisar a situação específica dos problemas relacionados com o conjunto de três viadutos do início do Eixão Sul e que teve um deles parcialmente destruído, bem como propor soluções.

4. Dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado por diversos órgãos de Governo, também em conjunto com entidades da sociedade civil, como o CREA, a UnB e o Clube de Engenheiros, para a definição de prioridades de ações para recuperação de viadutos, pontes e outras obras de arte de Brasília.

5. Determinará área econômica do Governo que garanta os recursos necessários para o prosseguimento das obras de recuperação de pontes e viadutos que vêm sendo realizadas desde o começo desta gestão. O Governo priorizou as obras de recuperação dos viadutos da Rodoviária, onde foram investidos cerca de R$ 67,7 milhões – R$ 42 milhões na Praça Sul (Buraco do Tatu), R$ 8 milhões na Rodoviária no Estacionamento em frente ao CNB e mais R$ 17,7 milhões nos viadutos dos eixos “W” e “L” sobre as vias “S2” e “N2”.

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5 Comentários

  • Reply
    Tânia Battella
    6 de fevereiro de 2018 at 14:22

    Inusitada a colocação do Governador, que Brasília está “envelhecendo”. O que seria, então, de Roma, Veneza, Lisboa , Paris???? Cidades antigas, de outros séculos que nos dão exemplo de construção e, sobretudo, manutenção!!!!
    Ser gestor de uma cidade não é tratar de embelezá-la, mas de conservá-la, dotá-la de condições mínimas de habitabilidade. Não é nossa prioridade ciclovias na orla do Lago Paranoá, mas sua sustentabilidade. Passou da hora de gestoras públicos responsabilizarem o “tempo e o clima” pela falta de água e por desabamentos em obras de arte como viadutos . E agora, Governador, continua o trevo de triagem norte e interdita o ponto mais importante da cidade, a ligação entre asa norte e Asa Sul? Com a palavra, o Governador.

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    Marcela
    6 de fevereiro de 2018 at 14:26

    O desabamento na asa norte foi impressionante, mas o do eixão foi chocante! Imagino os engarrafamentos nas próximas semanas! Espero que o feriado do carnaval seja utilizado para agilizar as obras! Vamos aguardar um milagre da engenharia X tempo para vermos essa via funcionando normalmente o mais breve possível! O que mais me impressionou… caiu sem um carro passando! Deus está ao lado dos brasilienses mesmo!

  • Reply
    Andre Victor
    6 de fevereiro de 2018 at 14:56

    Enquanto gestores se preocupam exclusivamente com eleições e refeições, Brasília vai despencando. De certa forma alíviada por não se ter notícia de vítimas, a população da cidade agora espera pela enorme dificuldade de locomoção, por tempo indeterminado, que amargará com a interdição dessa via fundamental.

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    Andre Victor
    6 de fevereiro de 2018 at 14:57

    Onde se lê refeições, leia-se reeleições.

  • Reply
    Elza Maria de Mello
    6 de fevereiro de 2018 at 21:11

    Parabéns Marcinha pelo seu post de hoje!!!
    Primeiro, por ter postado quase que minutos após esse inaceitável desmoronamento !! Eu tomei conhecimento por aqui!!!
    Demonstra bem que você e Samantha estão correspondendo ao propósito de “”olhar Brasília”, o tempo todo!
    Segundo, e mais significativo, foi seu comentário dando a entender que a culpa jamais poderá ser atribuída ao tempo, à idade de Brasília! Jamais!! Pelo contrário , preservar a cidade, além de segurança, é investir, no mínimo, em significativa receita turística. Paris… Londres, com 2000 anos, e centenas de outras que o digam!!

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