27 de outubro de 2020
Olhar Brasilia
Lá na minha rua

Um mês depois da queda do viaduto, ainda há perguntas sem respostas

Faz mais de um mês que Brasília, incrédula, se deparou com a notícia: parte do eixo rodoviário desabou! O que poderia ser uma tragédia de grandes proporções, por milagre, foi um ruidoso sinal de alerta.

O brasiliense continua com medo. Quantas outras vias da ‘cidade das tesourinhas’ estão em perigo? Qual o risco real que corremos? E quais as medidas práticas para fazer a manutenção tão aguardada nesses pontos? Há um cronograma de trabalho? Já foram definidas as prioridades?

A sociedade quer, e merece, respostas para todas essas perguntas. Por isso o Instituto Histórico e Geográfico do DF convidou o Diretor Geral do Departamento de Estradas e Rodagem do DF, Márcio Buzar e o Diretor de Edificações da Novacap, Márcio Francisco da Costa, para uma conversa com arquitetos, urbanistas e representantes comunitários.

Os dois diretores confirmaram presença numa reunião, hoje a tarde, no Conselho de Preservação de Brasília, o CONBRAS, mas não apareceram.

A arquiteta Vera Ramos, presidente do Conselho, lamentou a ausência. “Nós, como sociedade civil organizada, tentamos dialogar e ter nossas dúvidas e preocupações esclarecidas, mas eles acabaram não vindo”, afirmou.

“São vários laudos que apontam que viadutos e pontes estão em estado crítico. Gostaríamos de saber quais são as providências efetivas que estão sendo tomadas para fazer uma conservação periódica, sistemática, dos nossos monumentos”, acrescentou Vera Ramos. Uma preocupação compartilhada por todos nós, moradores de Brasília!

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