21 de agosto de 2019
Olhar Brasilia

ilustração: Olímpio Cruz Neto

Espaço convidado

Renato Russo, os anos 80 e o rock de Brasília

Convidado: Olímpio Cruz Neto é jornalista, brasiliense de coração e autor da obra “Playlist – Crônicas sentimentais de canções inesquecíveis”. O livro está disponível na Amazon, e será lançado em abril. Nesta crônica ele fala de Música Urbana e Música Urbana 2, composições de Renato Russo.

O rock brasiliense teve uma efeméride importante em 2017. No ano passado ano, completaram-se os 50 anos do lançamento do primeiro disco de uma banda local relevante: Os Primitivos no Iê-Iê-Iê, do grupo Os Primitivos. O disco saiu justamente quando a juventude mundial sofria os impactos da revolução de costumes e da contracultura. O tempo do verão do amor e do fenômeno hippie deixando San Francisco e inundando de psicodelia o planeta. 

Pois, justamente naquele ano, Os Primitivos, genuinamente uma das bandas mais relevantes da primeira geração do rock da cidade, lançou o seu primeiro disco na esteira do boom da jovem guarda e sob forte influência dos Beatles. O LP saiu pela Polydor e chegou a ter discreto impacto nacional. Em Brasília, foi o primeiro grande sucesso. Na cidade, viviam Carlos Alberto (voz), Edson (guitarra), Luizinho (guitarra), Armandinho (baixo), George (guitarra solo) e Everardo (bateria). (Foto: acervo Rockbrasiliadesde64.blogspot)

O disco é pouco conhecido, embora muito falado porque é considerado um precursor do que seria a explosão do rock de Brasília nos anos 80 e 90, com arranjos emulando Byrds e os primeiros experimentos com fusões entre música nordestina e rock – um feito para a época. O grupo antecipava, sem saber, um traço do rock dos Raimundos, que viriam a ganhar as paradas radiofônicas nos anos 90.  

Os contemporâneos Mutantes, de São Paulo, repetiriam a mesma estratégia de misturar rock com baião, mas com muito mais impacto, também em 1967, ao se apresentarem com Gilberto Gil para tocar “Domingo no parque”, durante o Festival da Record. Detalhe: o empresário dos Primitivos era ninguém menos que Guilherme Araújo, o mesmo que conduziria de maneira brilhante as carreiras de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e outros baianos.

Formado em 1966 e tendo como base a 107 Sul, quadra residencial do Plano Piloto onde o pai de Armandinho tinha um apartamento vazio, os Primitivos eram um sucesso na capital. Em pouco tempo, ganhariam o Rio de Janeiro, chegando a gravar apresentações no programa do Chacrinha e na Festa do Bolinha, na antiga TV Rio.

No disco, três canções tradicionais da MPB são executadas sob um ataque de guitarras elétricas: “Asa Branca”, clássica de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, lançada originalmente em 1947; “Peguei um Ita no Norte”, de Dorival Caymmi, de 1945; “Mulher Rendeira”, xaxado de autoria de Lampião, escrito em 1922. 

Além dessas, havia ainda um registro de “Oh, Suzana”, um standard norte-americano do século 19, composto em 1847 por Stephen Foster, num arremedo de polca com o vocal típico dos negros escravos do sul dos Estados Unidos. 

Fico imaginando, se o disco tivesse estourado, qual o impacto traria sobre a cena musical da capital da República? Afinal, a cidade viveu entre 1967 e 1977 o auge da ditadura militar, com uma permanente ofensiva contra as manifestações juvenis – lembre que 1977 marcou a cidade pela invasão da UnB, já ocupada pelos milicos em agosto de 1968, com a prisão de dezenas de estudantes e professores. 

Curioso que o rock brasiliense só ganharia fama justamente na saída da ditadura militar, no início dos anos 80, graças à visão criativa de um adolescente inquieto e indócil, absolutamente genial: Renato Russo, que morreria em 1996 para se tornar um dos maiores astros do rock brasileiro. 

Essa Playlist não poderia deixá-lo de fora, sob pena de me desfazer da minha própria memória afetiva. É que eu não sou apenas um fã do Renato, como tive o prazer de estar presente quando a banda surgiu para o estrelato, abrindo espaço para a invasão brasiliense à MPB, que se seguiria naquele momento, com a ascensão de grupos como Plebe Rude e Capital Inicial. 

Eu vivi o rock brasiliense. Tenho o orgulho de ter assistido apresentações que considero hoje lendárias, incluindo shows no Rolla Pedra, uma casa de espetáculos em Taguatinga, e várias apresentações de grupos como a própria Legião ou a Plebe e o Capital, nas escolas da cidade, além de outras bandas como Arte no Escuro, Detrito Federal e Finis Africae, incluindo algumas que nunca chegariam ao sucesso merecido, como a Escola de Escândalos. 

No Rolla Pedra, por exemplo, assisti, estarrecido, à Legião Urbana tocando pela primeira vez a canção “Soldados”, com Renato se dando ao luxo de jogar granadas imaginárias na plateia e ainda citar trechos de “Amigo”, de Roberto e Erasmo Carlos, enquanto Dado Villa-Lobos reproduzia no solo a marcante melodia que o Rei havia composto para o velho parceiro ainda nos anos 70. (Foto: acervo Rockbrasiliadesde64.blogspot)

Daí que a minha modesta homenagem a Renato Russo vem com duas canções da lavra do jovem nascido Manfredini. Ambas se chamam “Música Urbana”, foram compostas por Renato ainda no final dos anos 70 entre a criação da sua primeira banda, o Aborto Elétrico, e a sua carreira de Trovador Solitário, quando baixou o espírito de Bob Dylan no gajo e ele resolveu abrir os shows dos grupos que giravam em torno da Turma da Colina, munido apenas de um violão ou uma craviola – um instrumento da Giannini que ganharia fãs notórios como um rapaz chamado Jimmy Page, quando este liderava um grupo relativamente famoso: Led Zeppelin.

A primeira “Música Urbana” é, na minha modesta opinião, a cara da minha cidade querida, nos tempos enfurecidos da minha mocidade. A visão da Rodoviária, da Torre de TV, os carros, o cheiro de gasolina, a sensação de abandono da cidade… Aqueles vazios desesperadores de Oscar Niemeyer na urbe que pareciam refletir os descampados existenciais de toda uma geração asfixiada pelos tecnocratas e milicos.

Esta é uma velha canção de guerra do Aborto. Curiosamente, nunca chegou a ser gravada pela Legião, porque no espólio do seminal grupo punk, “Música Urbana” e “Fátima” acabariam ficando com o Capital Inicial. Renato é o autor da letra, mas a música tinha também as mãos dos irmãos Fê e Flávio Lemos (bateria e baixo, respectivamente, do Capital), além da marca de André Pretorius, o filho do embaixador da África do Sul que morreria em 1988, depois de servir ao exército do seu país.

Numa das minhas velhas fitas K7, herdadas dos amigos do Objetivo entre 1983 e 1984 – thanks, Pedro Ribeiro, Bebebe, Totoni e Mila Marchetti – há um registro de uma versão quase demo de “Música Urbana”, antes mesmo que Dinho Ouro Preto assumisse os vocais do quarteto, no lugar de Heloísa. É uma versão bem tosca – com uma bateria eletrônica, um tecladinho casio e a voz de Loro Jones. Eu gosto pra cacete desta versão da canção, que viria a ser o passaporte para o Capital às paradas de sucesso em 1986, depois do registro em seu disco de estreia.

(Foto: Arquivo Público do DF)

Aliás, em Brasília, a canção tocou tanto, de forma tão massacrante nas rádios, que a tchurma já nem gostava muito quando ela ganhou o Brasil. Nas rádios da capital, a versão mais famosa era a de um remix, com o piano de Bozo Barretti em primeiro plano – uma coisinha com toque jazzy –, e a reprodução de um trecho da transmissão radiofônica da inauguração de Brasília, em 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek, com a famosa locução da época: “E atenção, a Agência Nacional passa a falar diretamente de Brasília no comando de uma rede de emissoras de rádio e televisão”. Acho que a voz é de Heron Domingues.

E aí entrava a guitarra de Loro Jones com os acordes imediatamente reconhecíveis da música – Sol menor, Dó menor e Ré menor –, deslizando pelo braço da guitarra, limpinha, bem no wave. E a voz de Dinho soando verdadeiramente juvenil, cheia de tesão e atitude:

“Contra todos e contra ninguém/ O vento quase sempre nunca tanto diz/ Estou só esperando o que vai acontecer/ Eu tenho pedras nos sapatos/ Onde os carros estão estacionados/ Andando por ruas quase escuras os carros passam…”

E aí entra o refrão, um petardo angustiado, ao menos revelador da adolescência típica de Brasília naqueles tempos de domínio militar: 

“As ruas têm cheiro de gasolina e óleo diesel/ Por toda plataforma, toda a plataforma/ Por toda a plataforma, você não vê a torre”.

Eu gosto imensamente desses versos de Renato, que conseguiu captar, de forma atemporal, as angústias típicas de um adolescente. Quando você tem entre 15 e 18 anos, tudo que busca é se fazer conhecer e ser reconhecido como pessoa. O sujeito vocalizava de tal maneira o espírito juvenil que até mesmo em pleno século 21, mais de duas décadas depois de sua morte, não só as suas canções ainda estão vivas na memória afetiva de seus contemporâneos como continuam a ganhar novas gerações. É o fenômeno mais próximo dos Beatles que eu conheço aqui em nossas plagas.

E, para quem conheceu Renato, tudo isso parece meio inexplicável. Ele era um sujeito franzino, tagarela e feio. Transitava entre o amigo nerd em busca de atenção e o poeta sensível que chamava a atenção dos mais novos e das meninas. Eu fui uma vez ao seu apartamento, no bloco A da 303 Sul, justamente no prédio onde minha mãe viria a morar a partir de 2010. Foi uma visita memorável. É que eu estava acompanhando de dois terços dos Paralamas do Sucesso, na primeira vinda à cidade para o seu primeiro show… …na capital! Isso era setembro de 1983.

Acompanhando João Barone e Bi Ribeiro, além de Pedro Ribeiro e a namorada, bem como Fê Lemos e sua mulher, fizemos uma visita-surpresa a Renato. O líder da Legião atendeu a todos com cortesia, conduzindo-nos para o seu quarto. Isso era uma tarde de sábado, bem quente, daquele mês de seca em Brasília. 

Fiquei impressionado como o cara era falante e bem articulado e me surpreendi ainda mais ao me dar conta da invejável coleção de discos que ele tinha – inclusive alguns com capas fakes para álbuns nunca lançados da Legião Urbana e do Aborto Elétrico. Renato planejava bem sua carreira, quase num passo a passo, mostrando o lado de sua persona obsessiva por detalhes, desenhando álbuns, inclusive os projetos gráficos do que seriam os discos e singles saídos diretamente de sua imaginação. Nunca tinha conhecido ninguém assim. Fiquei realmente de cara. E passei a prestar atenção ainda mais à Legião Urbana, que só conhecia de fitas k7 distribuídas pelos amigos do Objetivo. 

Mas, voltando àquela tarde de sábado… Renato vibrava com os relatos de Bi sobre as gravações do primeiro disco, chamado Cinema Mudo, que sairia no final daquele ano. O LP nem havia sido prensado ainda. O baixista dos Paralamas dava detalhes das gravações, explicava como era o andamento. Renato ouvia a tudo animado e feliz. “Muito bom… Muito bom…”, repetia o vocalista da Legião. 

Os Paralamas nunca tinham ido a Brasília até então para fazer um show, mesmo depois do lançamento do single Vital e sua moto, em maio daquele ano. A apresentação do trio foi bem recebida pelo público – calculo que uns 4 mil pagantes – mas de maneira curiosa. Como o festival era por demais eclético, ninguém sabia bem o que aqueles três estavam fazendo ali. No palco, antes da apresentação, entre fios e cabos, Dado Villa Lobos circulava como roadie

A plateia morna era reflexo do desconhecimento do trabalho dos Paralamas. O primeiro LP dos caras, ainda não havia saído. É verdade que boa parte do público estava mais interessado em ver Roupa Nova e Cor do Som, do que os solos de Herbert e o som meio policeano dos Paralamas. Havia também os metaleiros que foram apenas ao Ginásio de Esportes para curtir Robertinho do Recife, uma das estrelas da noite. Detalhe: uma estreante e nervosa Cássia Eller também se apresentou nesse festival, acompanhando o grupo Malas & Bagagens, mas como mera vocalista.

(Foto dos Paralamas no hotel: Olímpio Cruz Neto)

Ainda assim, mesmo diante da aparente indulgência do público, Herbert, Bi & Barone, não estavam nem aí. Mandaram ver. Quando os encontrei no hotel, no começo da tarde, pareciam animados. “Pô, viemos tocar em Brasília”, disse Herbert, dentro de seu quarto, no então chic Hotel Carlton, no centro de Brasília. Eu me lembro bem que ele não parava de cantar “Mim quer tocar”, que ainda nem tinha sido lançada pelo Ultraje a Rigor, e também falava sem parar sobre Lobão e Os Ronaldos. Esse cara também me impressionou, porque era um sujeito bem-humorado e de ótimo astral. Virei fã dele e de Barone e Bi. Ainda tenho o primeiro disco autografado. 

Verdade que Herbert não nos acompanhou na visita a Renato, porque queria fazer a passagem de som. No disco, há uma parceria do líder dos Paralamas, com Renato e Barone: a singela balada “O que eu não disse”, que conta com a guitarra de Lulu Santos. E outro registro de um clássico do Aborto Elétrico: “Química”. Bi tranquilizou Renato, ao dizer que a gravação havia ficado próxima do original do Aborto. “Ficou muito legal. Você vai gostar”. O líder da Legião vibrou. 

Um ano e meio depois, seria a vez dele e da Legião gravarem e lançarem o seu primeiro disco, o excelente Legião Urbana, com muitos ataques da trilha sonora que todos da turma em Brasília conhecíamos: “Petróleo do Futuro”, “Ainda é cedo”, “O Reggae”, “Teorema” e “Geração Coca Cola”. Veja que o disco parece um greatest hits, mas as minhas preferidas nunca foram sucessos radiofônicos: “Baader Meinhof Blues” e “Perdidos no Espaço”. A primeira faz referência nada sutil ao grupo marxista alemão, que pegou em armas nos anos 70. Repare nos dois primeiros versos:

“A violência  é tão fascinante/ E nossas vidas são tão normais…”

A outra brinca com o clássico seriado da tevê americana. Quer dizer, nada era banal ou por acaso. Ele sabia perfeitamente o que estava fazendo. E não era primário ou infantil, como tantos outros roqueiros daquela geração.

De fato, as letras são o grande trunfo de Renato Russo, que tinha apenas 24 anos quando o álbum de estreia foi lançado. Repare na força de sua obra mesmo nesse primeiro disco. Nada remete a qualquer lugar comum da velha MPB de então. Nenhum patinho da bossa nova, nenhuma odara de Caetano Veloso, tampouco uma referência à “Roda Viva”, de Chico Buarque. As letras encapsulam as angústias juvenis: ausência, dor, sexo, alienação, vaidade, preconceito e, claro, Brasília… 

Tudo amarrado em acordes simples, mas tensionados, em estado de constante ebulição, num caldeirão sonoro, prejudicado um pouco pela produção limpinha de José Emílio Rondeau. Mas são canções pops bem estruturadas, com refrãos marcantes. Renato mesclava o conflito geracional evidente de quem nasceu sob os coturnos de um regime asfixiante e nauseabundo. Era um sopro de frescor em meio aquele cenário desolador até então para quem era jovem, mas não era poeta e nem roqueiro bicho grilo. Dito isso, encaminho a segunda canção aqui de Renato.

Chegamos finalmente à “Música Urbana 2”, que está no álbum Dois, lançado pela Legião em 1986 e, certamente, a grande obra-prima do quarteto. Esta é a terceira faixa do disco, que tem uma estrutura bem bluesy, repetindo o formato tradicional dos trovadores americanos do delta do Mississipi, num arroubo sonoro que transforma Renato quase num negro do Sul dos Estados Unidos. Ele interpreta a canção de maneira magistral, imprimindo um tom confessional que lembra as canções de protesto dos anos 60.

Mas, observe, nada disso é aleatório ou displicente. Pelo contrário. Foi executada para soar mais ou menos assim. É uma canção bem forte, típica da obra juvenil de Renato, em que o clima sufocante de um país mergulhado nas brumas do regime fruto do golpe militar de 1964 é confrontado. Há um toque sutil para denunciar as mordaças impostas pelos gorilas da ditadura nos versos que cintilam a voz do povo contida, reprimida, como apontam as imagens:

“Em cima dos telhados as antenas de TV tocam música urbana/ Nas ruas os mendigos com esparadrapos podres/ cantam música urbana/ Motocicletas querendo atenção às três da manhã/ É só música urbana”. 

Na segunda estrofe, o contraste é ainda mais gritante:

“Os PMs armados e as tropas de choque vomitam música urbana/ E nas escolas as crianças aprendem a repetir a música urbana/ Nos bares os viciados sempre tentam conseguir a música urbana”.

Os acordes vão evoluindo, com o ritmo sincopado da velha e tradicional batida do rock and roll, com a voz gritando, desesperada, nos versos finais:

“Os uniformes, os cartazes/ Cinemas e os lares/ Nas favelas, coberturas/ Quase todos os lugares…/ E mais uma criança nasceu/ Não há mais mentiras nem verdades aqui/ Só há música urbana/ Yeah, música urbana”.

Você pode encontrar ecos desta primeira gravação naquela que pode ser considerada uma das grandes obras de 2017: “Boomerang Blues”. Tema da abertura da novela O outro lado do paraíso, transmitida pela Rede Globo de Televisão, esta canção foi extraída do repertório de Renato na fase do Trovador Solitário, cuja gravação original é do registro de uma fita k7 gravada pelo próprio cantor em algum momento do verão de 1980.

(Foto: renatorusso.com.br)

“Boomerang Blues” jamais ganhou uma versão da Legião, embora tenha chegado a se tornar conhecida do grande público antes de embalar a trilha sonora da novela em 2017. Renato a deu de presente em 1986 ao guitarrista do Barão Vermelho, Roberto Frejat, quando Cazuza largou a banda e levou quase todo o material que seria a base do disco Declare guerra, lançado naquele mesmo ano. Foi um achado para o grupo carioca, porque injetou no Barão um pouco do velho blues americano, numa versão original e genuinamente poética.

É dessa mesma fase de “Música Urbana 2” e “Boomerang Blues” que vieram outras canções que seriam, essas sim, incorporadas ao repertório da Legião: “Eduardo e Mônica”, “Eu sei” – ou “18 e 21” –, “Faroeste Caboclo” e “Dado Viciado”. Outras, como “Anúncio de Refrigerante” e “Marcianos invadem a Terra” ganhariam registro apenas do Capital Inicial. É lamentável. Tais canções na voz de Renato soam ainda mais poderosas. 

De todos os registros, meu destaque vai para a versão que Cássia Eller gravou no disco homônimo Música Urbana, retomando o tom de música negra imaginada por Renato. Na voz de Cássia, também é um achado, uma pequena pérola que embala nossos corações.

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