15 de Maio de 2018
Olhar Brasilia
Capa Samanta Sallum

32 anos depois – De Volta à Piscina de Ondas

Um dos primeiros lugares que conheci em Brasília, quando cheguei aqui, foi a Piscina de Ondas do Parque da Cidade. Eu tinha 13 anos, havia me mudado com a família do Rio de Janeiro para cá. Uma história semelhante à de muitos que vieram morar aqui. Meu pai é servidor público e tinha sido transferido para a capital federal em 1986.

Fomos conhecer o Parque e sua piscina. Não vou esconder o sentimento de revolta adolescente que sentia. Fui de cara amarrada e, quando cheguei lá e vi a piscina, fiquei com vontade de chorar lembrando-me da praia e dos meus amigos de escola e do prédio que eu tinha deixado para trás. Mas poucas semanas se passaram e eu já tinha a turma que se encontrava debaixo do bloco, comecei a ir à matinê da Zoom, da AABB, do Clube do Exército, andar de kart no Parque e fazer remo no Lago Paranoá.

Brasília foi me seduzindo, ficando animada, agradável, alegre. Eu, que tinha iniciado uma contagem regressiva para voltar para o Rio de Janeiro, já havia abandonado o calendário. O Rio foi ficando para trás, e se tornando apenas as minhas férias de verão. Eu adoro o Rio até hoje. Mas Brasília virou meu lar, mesmo eu tendo saído daqui por cinco anos para voltar ao Rio e depois morar na Inglaterra.

No túnel do tempo: de 2018 a 1986.

Sábado passado, eu me transportei no tempo. Que coisa fantástica. Lá estava eu, 32 anos depois, passando de novo pelas entradinhas da Piscina de Ondas. O mesmo lugar que pisei quando cheguei aqui. Ouvindo e dançando as mesmas músicas como fazia naquele tempo nas matinês da Zoom. Nossa, a cabeça roda.

A coisa mais emocionante foi sentir que, depois de 32 anos, aquela adolescente zangada naquela piscina virou a mulher que estava ali vestindo a camiseta da campanha “Mexeu com Brasília, Mexeu Comigo!”, fazendo questão de ir para a festa De Volta aos Anos 80 com ela e me divertir muito. Emoção ver o DJ Cotonete comandando a pista de dança usando a mesma camiseta. Emoção ver o vídeo da campanha do site Olhar Brasília sendo exibido no telão da festa.

Estou aqui, Brasília! Sua danada, que não me larga e não largo mais de ti! Desculpe, sim, eu te desmereci quando cheguei. Fiz careta para você, desdenhei, não aceitava que você tomasse o lugar do meu Rio de Janeiro. Mas você aos poucos foi se revelando tão bonita, tão acolhedora, tão cheia de oportunidades. Você sempre insistiu para eu ficar, pediu para eu cuidar de você. Que coisa louca e linda! 

Quantas vezes pensei em te largar… Mas você, carinhosa, me mostrava a missão que tínhamos juntas. Te adoro, querida Brasília. Obrigada por não desistir de mim. Obrigada por me acolher.

Estar ali com amigos tão queridos vestindo a mesma camiseta, com o mesmo sentimento, como Marcia Zarur (idealizadora junto comigo deste site e do movimento de defesa da cidade), Cris Paulino, Katia Rodrigues, Adriana Nunes, Cesar Fachine. Obrigada, Paulinho Madrugada, por realizar esta festa tão a cara de Brasília e num lugar tão simbólico!  

Nós nos encontramos na próxima! E espero ver ainda mais gente com a nossa camiseta! Porque Mexeu com Brasília, Mexeu Comigo! 

 

 

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Um comentário

  • Reply
    RINALDO DE MAGALHAES CORDEIRO
    16 de Maio de 2018 at 15:44

    Amo Brasília.
    Sua timidez me seduz
    Apesar de sua beleza radiante e exuberante
    Só conhece Brasília de verdade quem mora aki
    Detesto quando ouço comentários que anao tem nada a ver sobre essa linda cidade.
    Quem é daqui como eu não troca Brasília por outro lugar pra morar.

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