18 de novembro de 2019
Olhar Brasilia
Samanta Sallum

Quantas cidades tenho em mim?

Lá na minha superquadra e redondezas, tenho momentos que me fazem amar Brasília. E não são delícias exclusivas da minha área, não. Sei que elas estão espalhadas pelas quadras do Plano Piloto e me fazem cruzar com algo que foi sonhado pelos criadores dessa cidade, desse projeto que virou realidade e ganhou vida. 

Que delícia descer do bloco, caminhar um pouco e estar no Parque Olhos D’Água, no fim da Asa Norte. Depois, fazer uma parada num café e saborear alguns quitutes ao final da tarde. Mais mágico ainda é estender uma toalha no gramado, bem no meio da quadra, para assistir a um recital. Descer do prédio com o cachorro, com as crianças, para aproveitar a nossa cidade-parque. 

Encontrar os amigos e se deleitar com esse show que é o pôr do sol na cidade ouvindo um recital de música lírica, ao ar livre, no meio da quadra, de alunos da Escola de Música de Brasília. Tomar um chá gelado, ou até um vinho. Assim é uma tarde de domingo entre a 212 Norte e a 214 Norte.

Que privilégio também poder ter pertinho a feira orgânica, com frutas, verduras e legumes frescos e saudáveis,  que ocorre todos os sábados na 214 Norte, a partir das 7h da manhã. Essa é a minha Brasília. Ela, na verdade, é muito maior que isso. É a da exposição Brasília Cidade Design, no mezanino da Torre de TV, em que no mural de frases me faz mergulhar em: “Quantas cidades tenho em mim?”. 

Minha Brasília é a de uma tarde de domingo no fim da Asa Norte. Mas também é a do São João do Cerrado, em Ceilândia; a da festa do morango, em Brazlândia; a do costelão, de Planaltina; a dos apês dos amigos nos altos prédios de Águas Claras; dos passeios bucólicos no Lago Oeste; dos jardins das casas de Sobradinho; a do comércio de Taguatinga; a da Feira do Guará; e de tantos lugares deste quadrado que conheço bem, que perambulei tanto como moradora e como jornalista.

 

Você também pode gostar

Nenhum comentário

Deixe uma resposta