18 de novembro de 2019
Olhar Brasilia

Sandra Beatriz Zarur

Marcia Zarur

Trabalho de beija-flor

Diz a fábula que, quando o incêndio tomou a floresta, os bichos bateram em retirada, mas um solitário beija-flor tomou para si a missão de levar gotinhas d’água em seu pequeno bico para tentar combater o fogo.

Os bichos, admirados, perguntavam: mas por que você está fazendo isso, já que sozinho não conseguirá debelar o incêndio? O beija-flor respondeu: pelo menos estou fazendo a minha parte!

A atitude contagiou os outros animais, que, juntos, conseguiram dar fim à queimada.

A solidariedade ainda dá o tom em muitos cantos destee nosso mundo, cada vez mais individualista. Ainda bem! E é isso que move Cláudia e o maestro Valdécio. Juntos eles tocam o projeto social Música e Cidadania, no Paranoá. Aprender um instrumento, para muitos jovens da região, significa ampliar horizontes, enxergar muito além da cidade onde vivem – castigada pela falta de perspectivas.

O trabalho de beija-flor desse casal, mais do que apagar incêndios, planta esperança e já colhe frutos. Graças à música, quatro jovens, ex-alunos do projeto, experimentaram o prazer de derrubar até as fronteiras que separam o Brasil da Europa.

Mês passado, Elissandra Sousa, Luan Almeida, Samuel Araújo e Talía Vieira, todos ex-alunos do projeto, conquistaram uma bolsa de estudos para o Conservatório de Rouen, na França. Agora eles têm um ano para conseguir dinheiro para passagem, hospedagem e alimentação, já que a bolsa só cobre os custos das aulas.

Não vai ser tarefa fácil, já que os 4 jovens precisam arrecadar R$ 140.000,00 até setembro de 2020, quando começa o curso. Mas impossível é uma palavra descartada para quem já chegou tão longe e tem a certeza de que pode alcançar muito mais…

Conheço e admiro muito o projeto Música e Cidadania, que já mostrei também no meu Distrito Cultural. Nos últimos 12 anos, Cláudia e Valdécio já ensinaram música e esperança para mais de 1.000 alunos, entre o Varjão, o Paranoá e Itapoã. Por isso meu convite a você: ajude com uma gotinha d’água que seja!

Quer ajudar?!
Os músicos abriram uma conta poupança no Banco do Brasil 
Agência 1423-0
Conta: 32.787-5
Poupança Variação: 51
Qualquer valor é bem-vindo!


Elissandra Sousa
20 anos, contrabaixista. Começou como aluna do projeto Música e Cidadania no Paranoá. Hoje faz bacharelado em Música na UnB.


Luan Almeida
20 anos, clarinetista. Começou como aluno do projeto ainda no Varjão em 2007. Tem formação técnica na Escola de Música de Brasília e passou para a UnB este ano. Trabalha na Instrumentoteca do Música e Cidadania.


Samuel Araújo
20 anos, contrabaixista. Começou no Música e Cidadania do Paranoá em 2012. Hoje está no último semestre de licenciatura em Música na UnB e trabalha como professor de violoncelo.


Talía Vieira
20 anos, flautista. Começou no projeto em 2012 no Paranoá. Hoje faz licenciatura em Música na UnB, mora no Itapõa e trabalha no Música e Cidadania como professora da flauta transversal.

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