21 de maio de 2022
Olhar Brasília
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Vitrine Cultural

Vladimir Carvalho, o mestre

Por Marcia Zarur

Vladimir Carvalho é uma referência para o cinema e para Brasília. Com uma sensibilidade ímpar, conseguiu traduzir muito desses 57 anos da capital em documentários que destrincham personagens da cidade e acontecimentos que marcaram a nossa história.

Ele divulga a identidade brasiliense, que está se consolidando, e digo mais: ele próprio, com seu trabalho e sua vivência de Brasília, é parte fundamental da formação dessa identidade. Vladimir é patrimônio de Brasília!!!

O cineasta, um dos fundadores do curso de cinema da UnB, mantém ativa a memória da cidade pelos filmes e pelo pequeno museu dedicado aos primeiros passos do cinema em Brasília. Numa casa na W3 Sul coleciona equipamentos, fotos e documentos dos primeiros tempos de filmagens.

Para Vladimir, fazer cinema aqui tem um sabor especial, “o sabor da geografia e da urbanidade de Brasília”, que fica impresso no filme.

Sua “trilogia” para descrever a cidade começa com Conterrâneos velhos de guerra, que destrincha a construção, inauguração e ocupação de Brasília. Depois vem Barra 68, sem perder a ternura, que coleciona depoimentos emocionados sobre a invasão da polícia na UnB, em 1968, e a luta contra a ditadura. E termina com Rock Brasília, Era de Ouro, revivendo a explosão musical da década de 80, que projetou a capital para todo o país.

Na primeira temporada do Distrito Cultural, tive a honra de entrevistar Vladimir Carvalho, que você pode acompanhar nos 3 minutos deste vídeo: http://gshow.globo.com/distrito-federal/distrito-cultural/videos/t/episodios/v/os-registros-da-cidade-que-nasceu-diante-das-cameras/4670496/

Mais do que um ícone da cidade, cineasta respeitado no Brasil e no mundo, Vladimir Carvalho é um apaixonado por Brasília e um amigo muito querido.

Olha só: Vladimir Carvalho é o homenageado da mostra de curtas-metragens Brasília em Plano Aberto. O festival foi idealizado e tem curadoria de Wol Nunnes, produção executiva e curadoria de Maurício Witczak e vai se estender por 12 meses, com um encontro por mês no CCBB. A entrada é franca, com retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão, na bilheteria. Classificação: 16 anos.

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