16 de maio de 2021
Olhar Brasilia
Lá na minha rua

Retirada dos tapumes é cancelada

Tapumes da 207 Sul são mantidos após GDF ter anunciado que área seria devolvida à comunidade

Uma operação do GDF foi organizada para retirar os tapumes da discórdia na comercial da 207 Sul. Mas a ação para liberar a área e devolver o bosque à comunidade, na última hora, teve de ser cancelada. Funcionários da Agefis, acompanhados da PM, já estavam no local prontos para começar o trabalho, quando receberam a contraordem. A informação é que havia uma outra notificação, obtida pelo proprietário do terreno, que garantia a permanência dos tapumes. A Agefis não entrou em detalhes nem esclareceu se era uma ordem judicial ou meramente administrativa. 

Depois de 4 meses de polêmica e protestos dos moradores contra a construção de um estabelecimento comercial no terreno, o governador Rodrigo Rollemberg mandou suspender a obra e assinou decreto declarando o local como área de utilidade pública.

O bosque, com árvores tombadas como patrimônio ecológico da cidade, seria preservado e continuaria de uso comum dos moradores da região. Mas parece que a solução não será tão simples. O proprietário do terreno não aceita a medida do GDF.

A obra na 207 Sul é na área destinada ao Restaurante Unidade Vizinhança (RUV). O terreno foi vendido por meio de licitação pela Terracap. Apesar de não ser ilegal, a obra é criticada por arquitetos e urbanistas. E os moradores alegam que mais um comércio não atende às necessidades da comunidade. O prefeito comunitário da 207 sul, Ismar Lobo, pondera e diz que é hora de ter um pouco de paciência para não colocar a perder a vitória da comunidade. “Conseguimos comprovar que a área é de interesse público. Mas de 1 mil moradores se mobilizaram. As autoridades nos ouviram.  Agora, uma medida precipitada pode atrapalhar o processo de desapropriação do terreno”, diz.

“Como morador, fico perplexo. Legalmente, o GDF já poderia ter retomado o terreno de forma simplificada. O fato é que anunciam que o problema foi resolvido, mas os tapumes continuam lá, impedindo a comunidade de usufruir da área”, lamenta Murilo Marques. 

 

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