23 de agosto de 2019
Olhar Brasilia
Sabores

Desejável fruto

Popular entre os brasilienses, o açaí ganha cada vez mais versões e pontos de venda para diferentes perfis. Mas os nutricionistas alertam: não vá com muita “sede” à tigela ! 

Por Sara Campos

Entre os destaques gastronômicos indígenas que romperam as fronteiras brasileiras está o açaí: fruto originário de uma palmeira que tornou-se um dos grandes representantes do sabor amazônico pelo mundo e importante fonte de renda para inúmeras famílias.

Uma lenda indígena explica a origem do nome “açaí”. Uma tribo paraense começou a sofrer com a escassez de comida. Para amenizar o sofrimento coletivo, o cacique ordenou a matança de todas as crianças, inclusive a filha, Iaçá.

Depois da ordem, ele encontrou a filha abraçada a uma palmeira cheia de frutos pretos.

Ele fez uma bebida a partir desses frutos para alimentar a comunidade e para homenageá-la a chamou de açaí, que corresponde ao nome da filha escrita de forma inversa.

Contos à parte, é seguro afirmar que as propriedades nutricionais do ingrediente são extensas: entre as várias confirmadas cientificamente estão a presença de vitaminas E, B1, B2, B3 e C, fósforo, ferro, cálcio, potássio, ácidos graxos e radicais livres – que retardam o envelhecimento das células.

Mesmo com todos esse benefícios, o consumo do fruto amazônico requer moderação.

“Por ser um alimento de valor calórico elevado, a ingestão excessiva de açaí pode gerar problemas com o ganho de peso. Quando adicionado de xarope e açúcar em geral, a bomba calórica só ganha mais força, tornando o consumo regular algo desaconselhável”, ressalta o nutricionista e sócio da clínica Irmãos Rua Nutrição Estética e Esportiva, Paulo Rua.

Brasilienses que buscam as potencialidades do fruto na dieta têm consumido com mais frequência versões saudáveis como as originais das ruas de Belém do Pará.

O açaí puro acrescido de açúcar mascavo ou mel tem sido uma boa opção aos praticantes de atividades físicas, caso do administrador de empresas Mayko Vinícius Ferreira.

Após fazer mudanças radicais na alimentação e viajar pela Amazônia, o brasiliense enxergou no açaí puro uma opção mais saudável. 

Quando comecei a praticar atividades físicas e a consumir mais açaí, eu não notava as diferenças das misturas que as lojas vendem. Depois de uma amiga me apresentar a versão pura, comecei a pesquisar as diferenças e vantagem do açaí sem açúcares. Já era viciado e agora não consigo consumir outro tipo”, afirma ele, que consome a mistura ao menos três vezes por semana em um restaurante paraense na Asa Norte.

Para o especialista Paulo Rua, a opção mais natural do fruto tem baixo índice glicêmico, devido  à presença de gorduras. “Isso garante ao açaí propriedades interessantes para o consumo no pré-treino, pois a energia será liberada de forma gradual, ao longo de toda a atividade física”.

O nutricionista afirma questão o equilíbrio entre o consumo e a prática de atividades físicas  é sempre a melhor escolha na hora de aproveitar o fruto de um dos maiores biomas do mundo.

Confira a seleção do Olhar Brasília de locais que oferecem dos mais tradicionais a combinações inusitadas:

Açaí Amazônia
Apesar do nome indicar a influência da região Norte, a casa oferece uma ampla variedade de misturas com o fruto. Entre elas está a com doce de leite servida em cascão de sorvete (R$ 12,90), a Romeu e Julieta, tigela com metade de açaí batido com xarope de guaraná e a outra metade acrescida de creme de maracujá, morango e cupuaçu (300 ml, R$ 17,90; 500ml, R$ 21,90 e 700g, R$25,90) ou com Nutella (500g R$ 29,90), preparado com xarope de guaraná, Nutella, sorvete, Ovomaltine e cobertura de chocolate. http://acaiamazonia.com/novo/

Açaí Artesanal
Segundo o slogan da marca, o fruto chega batido com 99% de pureza com quantidade mínima de xarope. Entre as combinações mais procuradas estão a com gengibre (300g; 11,99; 500 ml, R$ 17,99 e 700g R$ 21,99), hortelã (300g, R$ 11,99; 500 ml, R$ 17,99 e 700g, R$ 21,99) e pitaya (300g, R$ 13,99; 500g, R$ 21,99 e 700g R$ 25,99), fruta com forte presença em países como Colômbia e Venezuela. Ponto para a embalagem térmica, que preserva a temperatura do açaí até o fim da experiência. https://www.acaiartesanal.com.br/

Du Pará
Nas mesas vizinhas já é possível ouvir o sotaque paraense de grande parte dos frequentadores. Seguindo a tradição, o cliente pode optar pelo açaí puro especial (300ml, R$20 e 500 ml, R$ 25) ou o puro, menos concentrado (300 ml, R$ 16 e 500ml, R$ 19,00), ambos servidos com um complemento à escolha como farinha de tapioca e a farinha originária de Bragança, cidade paraense referência na produção do derivado da mandioca.  714 Norte, bloco D loja 39Tel: (61) 3967-4007

Sabor do Pará
Em clima de feira, a simpática Érika Guimarães oferece o açaí como acompanhamento de pratos típicos, como é feito tradicionalmente no Pará. Chamado de “açaí grosso”, ele pode ser servido sem adição de açúcar e outros complementos como o pirarucu frito (R$ 35, o kg) e o tambaqui (R$ 39,90, o kg) acompanhados por farinha de puba ou com farinha de tapioca. QE 23 AE Feira do Guará Quiosque 33; GuaráTel: (61) 4102-8484

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