7 de julho de 2020
Olhar Brasilia
Capa Marcia Zarur

Restaurantes de Brasília que são pedacinhos da nossa história!

Há lugares que nos remetem a um turbilhão de sensações. Letreiros na rua, aromas, sabores e cantinhos da cidade que funcionam como uma máquina do tempo. Basta um detalhe e pronto, mergulhamos no mar de memórias afetivas e revivemos momentos do passado com o frescor do presente.

De vez em quando ficamos sabendo que um desses lugares emblemáticos da cidade resolveu fechar as portas. Há 2 anos foi o Martinica Café, na Asa Norte, que se despediu levando lembranças de gerações de brasilienses.

Agora, em meio à pandemia, cada hora recebemos uma nova notícia desalentadora. O Fritz era um restaurante que o meu avô adorava. E embora eu não tenha frequentado muito, fiquei triste por saber que depois de 40 anos vai deixar de existir.

Quantos romances, encontros de família, negócios selados e reuniões de amigos não aconteceram naquela esquina da 404 Sul?! Embora alguns duvidem, Brasília tem esquinas e muita história pra contar, apesar de ainda tão jovem.

Esta semana recebi em muitos grupos de whatsapp um pedido de ajuda de um restaurante, este sim, que marcou a minha vida por ser o lugar preferido dos meus pais: o La Chaumiere do famoso Severino, ou ‘Sevêrã’ para os mais próximos. O restaurante francês mais tradicional da cidade também estava sentindo os efeitos devastadores do coronavirus.

Depois da mobilização nas redes, a família que toca o negócio teve uma supresa emocionante, a cidade respondeu ao chamado com centenas de pedidos. Daniela, filha de Sevêrã e Maria, disse que em alguns dias chegou a receber mais de 600 mensagens e 300 ligações. E até pediu desculpas por não ter conseguido dar a devida atenção a todos. Para eles foi uma enxurrada de carinho, que aqueceu o coração nesse início de inverno, em pleno confinamento. 

Neste 5 de junho de 2020, meus pais comemoram 49 anos de casados, e o La Chaumiere não só foi o restaurante do namoro, como tem sido o local das celebrações de aniversário de casamento, em todas essas décadas. Num ano tão atípico e estranho, nós, as filhas e netos, levamos um pouco desse sabor de boas memórias para eles, em casa.

E aproveitamos esse momento de belas lembranças pra pedir vida longa para esses pedacinhos da história de Brasília. Nós, que amamos cada canto da nossa cidade, precisamos, mais do que nunca, apoiar os negócios locais.

Força para os antigos. O La Chaumeire, que está em Brasília desde 1966, no mesmo comércio da 408 sul. Mesmo ano de inauguração do Beirute na 109 sul, o querido Beira de tantos encontros. Ainda mais antigo o Roma, que resiste na W3 Sul, desde a inauguração da capital, em 1960. E força para os novos, que também querem ser palco de tantas lindas histórias dos brasilienses.

Vale olhar e pedir entrega em casa:

La Chaumiere – 408 Sul. Whatsapp: 8105-0325 (por ser uma equipe muito pequena, estão pedindo para agendar os pedidos com pelo menos um dia de antecedência)
Beirute – 109 Sul. Telefone: 3244-1717
                – 107 Norte. Telefone: 3272-0123
Roma – W3 Sul, quadra 511. Telefone: 3346-4030

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4 Comentários

  • Reply
    ROGERIO
    2020-06-05 at 17:17

    Pena o SAN MARINO com 35 anos de Brasilia não ser considerado nesta matéria. 🙁

    • Reply
      Marcia Zarur
      2020-06-25 at 11:27

      Infelizmente não conseguimos falar de todos numa única matéria. Mas vale o seu registro. Realmente um lugar bem tradicional. Obrigada pela lembrança.

  • Reply
    Marilia Dias Avelino
    2020-06-25 at 04:17

    Daqui de São Paulo tenho indicado a amigos e familiares para fazerem pedidos nos meus bares prediletos e que fizeram uma grande diferença na minha formação. Até meu filho lá da Austrália tem feito esse pedido. Sem esses estabelecimentos Brasília não seria o celeiro cultural e de pessoas tão fundamentais para a democracia no País. Obrigada por vocês terem e fazerem até hoje importância enorme na minha vida e na pessoa que sou.
    Marilia Dias Avelino

    • Reply
      Marcia Zarur
      2020-06-25 at 11:28

      Muito especial essa memória afetiva e esses cantinhos especiais que fazem a diferença na vida cidade. 🙂

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